quarta-feira, março 13, 2013

CONFERÊNCIA, CARIA (BELMONTE), SÁBADO, DIA 16, 09.30H

Conferência em Caria (Belmonte) no próximo sábado, dia 16, subordinada ao título "Vestígios criptojudaicos e história do criptojudaísmo" PROGRAMA: Encontro: Os enigmas da herança judaica Sexta, 15 de Março 14h30 - Mesa Abertura: Presidente Câmara Belmonte, Presidente UDC, Presidente Junta Caria, Rede Judiarias de Portugal 15h00 - Elisha Salas : Memórias Judaicas 15h30 - José Afonso: Influência do Judaísmo na Arquitectura do Ocidente. 16h00 - Pausa 16h30 - Augusto Moutinho Borges : Almeida pelos idos do séc. XVI: metamorfoses do espaço urbano numa vila de fronteira. 17h00 - Carolino Tapadejo: Castelo de Vide, “Marcas de Arquitectura Judaica”. 17h30 - Antonieta Garcia: Judeus em Caria. 18h00 - Debate 18h30 - Inauguração exposição: Os enigmas da herança judaica no concelho de Belmonte 21h00 - Motivos Cruciformes de Caria à noite Sábado, 16 de Março 09h30 - Jorge Martins: "Vestígios criptojudaicos e história do criptojudaísmo". 10h00 - José Domingos: Marcas Cruciformes: sacralização, protecção ou misticismo? A dupla identidade dos cristãos-novos". 10h30 - Pausa 11h00 - Cecília Zacarias: Uma análise sobre os espaços das antigas judiarias no contexto urbano do século XXI (Covilhã, Castelo Branco, Guarda e Trancoso). 11h30 - António França: A presença e culto judaico em terras de Ovar: o caso de S. Vicente de Pereira. 12h00 - Isabel Magalhães e Carlos Teles: A definir. 12h30- Debate 13h00- Mesa Encerramento: Presidente da Câmara Municipal de Belmonte, Centro de Portugal, Aldeias Históricas de Portugal. 15h30 - Visita ao Museu Judaico

terça-feira, dezembro 25, 2012

O CENSO 2011 E A RELIGIÃO EM PORTUGAL-1

1. A comparação entre os censos de 2001 e 2011 em todo o território português mostra, numa primeira leitura, que houve um aumento demográfico, que diminuiu o número de pessoas que não responderam e que a religião Católica regrediu a favor de todas as outras religiões e dos sem religião. Quanto aos que declararam praticar a religião judaica cresceram 1,7 vezes. Como se explicará esse aumento na última década? Todas as fontes apontam para que existam em Portugal, nos quatro centros comunitários – Lisboa, Belmonte, Porto e Algarve – cerca de 500 judeus organizados. Neste contexto, será aceitável que ascenda a 1000 o número de judeus religiosos. E os restantes 2000, como se explicam? Deve ter-se em conta que se trata apenas de pessoas com 15 e mais anos de idade as que respondem a ambos os censos, pelo que este não poderá ser um elemento explicativo. Em primeiro lugar, a notória visibilidade da proliferação de religiões cristãs não católicas nos últimos anos ajudará a compreender o crescimento que o censo de 2011 revela. Também nos parece que a assunção da religiosidade não católica é cada vez mais aceite em Portugal, o que terá levado muitas pessoas a responder à pergunta, facultativa sobre religião, com cada vez menos receio de ser identificado e discriminado. Mas isto explica somente em parte aquele crescimento dos judeus, que não se constata nas próprias comunidades. Estamos convictos de que se trata de um fenómeno específico do judaísmo português, quer dizer, de muitas pessoas que têm vindo a descobrir que têm ascendência judaica e que se sentem judeus não praticantes, ou mesmo não religiosos. São os marranos portugueses que emergem na sociedade, numa segunda fase. A primeira ocorreu há um século, por via da ação de Samuel Schwarz e Barros Basto e foi uma emergência vincadamente religiosa. A atual, pelo contrário, é uma emergência judaica, em grande parte, não religiosa, mas étnica (a assunção das raízes mais ou menos longínquas) e cultural (como elemento de identidade pessoal). Há uma diferença entre aqueles que nasceram em ambiente católico e que não sentem chamamento religioso e que não têm dificuldade em responder ao censo que não têm religião e aqueles que se sentem judeus culturais e que não hesitaram em responder ao censo na coluna do judaísmo. Os marranos são um grupo muito especial na sociedade portuguesa (e não só).

quarta-feira, novembro 21, 2012

CASTELO BRANCO, BIBLIOTECA MUNICIPAL, SÁBADO, DIA 24/11/2012, ÀS 15H

Lançamento to meu último livro: MARIA GOMES, CRISTÃ-NOVA, 117 ANOS, A MAIS IDOSA VÍTIMA DA INQUISIÇÃO. Com a participação do Dr.Jorge Patrão, Secretário Geral da Rede de Judiarias de Portugal. Darei uma conferência intitulada "O processo de Maria Gomes e os cristãos-novos de Castelo Branco".

quinta-feira, outubro 18, 2012

COMUNICAÇÃO NO COLÓQUIO DA UNIVERSIDADE DO MINHO: DIA 19 ÀS 12H

Colóquio JUDEUS PORTUGUESES NO MUNDO: PENSAMENTO, MEDICINA E CULTURA Braga, Universidade do Minho, 19 de Outubro de 2012 Campus de Gualtar - Auditório C.P. II, B1 O colóquio JUDEUS PORTUGUESES NO MUNDO procura refletir sobre a grande ciência e o grande pensamento de autores judaico-portugueses. Este é um património cultural riquíssimo que merece ser estudado pelos investigadores. O contributo dos Judeus Portugueses para a história da cultura em Portugal dificilmente pode ser apoucado, dada a sua vastidão. Os aspetos mais infelizes da relação entre os Judeus e Portugal ofuscam muitas vezes este património. Urge estudar e dar a conhecer às novas gerações de universitários portugueses muitos autores cuja obra continua a influenciar e a inspirar o que fazemos em Medicina, em Filosofia e em muitas outras áreas da Cultura. PROGRAMA 9h15 Sessão de Abertura 9h30 Jesué Pinharanda Gomes, Itinerário do Pensamento Judaico Português António Andrade, Mestre Dionísio, Manuel Brudo e Amato Lusitano: Três Médicos no Exílio Elvira Azevedo Mea, Alguns Aspectos da Diáspora Judaica (Séculos XVI-XVII) 11h-11h10 Debate 11h10 -11h30 Intervalo 11h30 Joshua Ruah, O Pensamento Científico Judaico-português nos Séculos XVI e XVII Jorge Martins, O Marranismo como Cultura: Práticas Criptojudaicas nos Processos da Inquisição (sécs. XVI a XVIII) Paulo Archer de Carvalho, Joaquim de Carvalho: da Memória da Cultura Judaica ao Esquecimento da Shoah 13h-13h10 Debate 13h10-14h30 Almoço 14h30 José Eduardo Franco, A Distinção entre Cristãos Velhos e Cristãos Novos e a Questão Judaica em Portugal Manuel Curado, O Palácio do Sono do Doutor Isaac Samuda Rui Bertrand Romão, Erro, Exame e Decisão em Francisco Sanches 16h-16h10 Debate 16h10-16h30 Intervalo Adelino Cardoso, Requisitos do Médico Perfeito na Obra de Rodrigo de Castro O Médico Político Dina Baptista, O legado médico-filosófico na Archipathologia (1614) de Filipe Montalto James Nelson Nóvoa, Leão Hebreu, Médico e Filósofo Português no Renascimento Italiano Fernando Machado, O despatriado Ribeiro Sanches na terra dos czares: débitos e créditos 18h30-18h45 Debate 18h45 Encerramento COMISSÃO DE HONRA Prof. Doutor Rui Vieira de Castro (Vice-Reitor da Universidade do Minho) Prof. Doutora Etelvina Mea (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) Prof. Doutor Alfredo Dinis (Universidade Católica Portuguesa) Prof. Doutora Ana Gabriela Macedo (Presidente do Conselho Cultural da UM e Diretora do CEHUM) Prof. Doutor Acílio Estanqueiro Rocha (Universidade do Minho) Prof. Doutor Manuel Gama (Universidade do Minho) COMISSÃO ORGANIZADORA Doutora Virgínia Soares Pereira (Centro de Estudos Lusíadas) Doutor Manuel Curado (Departamento de Filosofia) ENTRADA GRATUITA As pessoas que desejarem um certificado de presença deverão solicitá-lo com antecedência aos organizadores, para os e-mails: virginia@ilch.uminho.pt e curado.manuel@gmail.com Universidade do Minho Instituto de Letras e Ciências Humanas Campus de Gualtar 4710-057 Braga Portugal Telefone: 00351.253604170 e 00351.253601651 Ext. 601651 Fax: 351-253 676 387 e 253 601 639 Gabinete 2011 Other email accounts: jmcurado@ilch.uminho.pt manucurado@gmail.com

domingo, maio 13, 2012

CONFERÊNCIAS 19 MAIO 2012

1ª: I CONGRESSO ANUAL DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA Reitoria da Universidade Nova de Lisboa Dia 19 Auditório B 09:30 Religião Jorge Martins, Centro de Estudos de História Contemporânea, ISCTE-IUL, “A emancipação dos judeus portugueses: de Pombal à República” 2ª Encontro Internacional TURRES VETERAS XV Judiarias, judeus e Judaísmo Auditório do Edifício Paços do Concelho de Torres Vedras Dia 19 16h.30 – Comunicação "1912-2012: o centenário da legalização da Comunidade Israelita de Lisboa", Jorge Martins, (Centro de História Contemporânea do ISCTE)

PRÓXIMAS CONFERÊNCIAS: 19 MAIO 2012

domingo, outubro 16, 2011

CONFERÊNCIA: CASTELO BRANCO, DIA 18, 10H

No âmbito do Congresso Internacional "Amato Lusitano, a Memória e o Tempo", que terá lugar nos próximos dias 17 e 18 do corrente mês, proferirei uma conferência subordinada ao título "Castelo Branco nos processos da Inquisição", no dia 18, terça-feira, pelas 10h, no Auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Caso Dreyfus português pode ser resolvido 70 anos depois com apoio de Marinho Pinto

13 de Outubro, 2011
Mais de 70 anos depois, o caso do chamado Dreyfus português pode ser finalmente resolvido, agora que a família do capitão Barros Basto vai levar um requerimento à AR para a sua reintegração no exército a título póstumo.

Para o efeito conta com o apoio de instâncias internacionais e do bastonário dos advogados, Marinho Pinto, que já exigiu a reabilitação do capitão cuja sentença considerou uma «ignomínia».

Foi em 1937 que o Conselho Superior de Disciplina do Exército decidiu pela «separação do serviço» o capitão Arthur Carlos Barros Basto por considerar que não possuía «capacidade moral para prestígio da sua função e decoro da sua farda».

Em causa estava a realização de operações de circuncisão a alunos do Instituto Teológico Israelita do Porto, que havia fundado, e a saudação com um beijo dos mesmos alunos, à maneira dos judeus sefarditas de Marrocos.

O processo de 1937 está a neste momento a ser traduzido para inglês a fim de ser endossado à Liga Anti-Difamação e à Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância após o que, e no final do mês de Outubro, a neta de Barros Basto irá dirigir à Assembleia da República um pedido de reintegração do avô, a título póstumo.

Nascido em 1887, Barros Basto, ou Ben-Rosh, apenas se converteu ao judaísmo em 1920 por influência do avô e depois de regressar da I Guerra Mundial.

Porém, e como não conseguiu ser aceite pela sinagoga de Lisboa, teve de se deslocar a Marrocos para se converter.

De regresso ao Porto, lançou-se numa campanha para resgatar outros judeus marranos como ele - descendentes de judeus portugueses e espanhóis que foram obrigados a se converterem ao cristianismo pela imposição da Inquisição - e criou a sinagoga Mekor Chaim do Porto, para além de fundar uma Yeshivá (escola) que funcionou durante nove anos.

«A partir desta altura começou a ter muitas dificuldades» contou à Lusa a neta do capitão, Isabel Lopes.

A sua prática aberta do judaísmo não foi bem vista pelas autoridades da altura (em pleno Estado Novo) que pretendiam suprimir o seu movimento, chegando mesmo a ser «avisado de que iria ter problemas como militar».

Foi então que «começaram a haver denúncias sobre práticas de qualquer coisa menos correcta e aceite pela comunidade» como a circuncisão «que não era ele que fazia, mas sim um médico».

O Conselho Superior de Disciplina do Exército deu porém como provado que Barros Basto «tomava para com os alunos, rapazes de 17 anos e mais, atitudes de interesse e intimidade exageradas, beijando-os e acarinhando-os frequentemente» e «realizava a operação de circuncisão a vários alunos», refere o despacho de 1937.

Barros Basto viria a morrer em 1961 sem conseguir ver o seu nome reabilitado.

Desde então a família tentou, em vão, junto de «variadíssimas pessoas e órgãos» que o capitão fosse reintegrado no exército, por se tratar de um caso de segregação político-religiosa ocorrido «numa época particularmente propícia ao anti-semitismo».

Lusa/SOL