A sessão de lançamento duas primeiras obras da colecção "Sefarad" contou com a presença de cerca de 70 pessoas. Aqui fica o texto de apresentação da obra "Breve História dos Judeus em Portugal", da autoria de António Eloy:
“Que as palavras que o vento leva arrastem as cinzas sobre as quais temos alicerçado passado, que no futuro não queremos repetir, que as palavras carreguem a realidade com o sofrimento e os heroísmos de que é feita a história e nunca esqueçamos quem somos e donde vimos.”
Eu, nesta apresentação, neto de marrano, tetraneto de judeus retornados de Marrocos, que se estabeleceram em Lisboa como ourives e que não deixaram de procurar comunidade e alegria, estou grato.
Antes de mais por podermos partilhar este momento.
Esta apresentação não tem inocência, tem um lugar.
Um lugar de quem pensa que a história é também a transformação desse lugar, em mais conhecimento, compreensão e cidadania.
É com todo o gosto que venho apresentar este precioso livro de Jorge Martins, para o qual julgo ter empenhado algum “ar”, no seguimento de comentário que lhe fiz sobre a edição em 3 tomos do que foi substancialmente a tese de doutoramento que defendeu, e que me mereceu alem de uma avaliação pela espessura e densidade, aliada há que dizê-lo à qualidade e cidadania, que prestigiam o historiador, uma nota sobre a necessidade de transformá-la em documento mais leve na leitura, que servisse para introduzir os nossos jovens a esta importante dimensão da nossa história, de nós mesmos.
Aqui temos esta #Breve História dos Judeus em Portugal# a preencher a lacuna, a tornar incontornável, esta parte de nós no ensino.
Nesta #Breve# vamos dos 1ºs povoamentos judaicos que chegaram até a Ibéria/Sefarad com populações fenícias, passando pela especificação profissional que tipificava a organização social e que conduziu ao #racismo# /religioso e à Inquisição, como momento que além de ideológico é baseado numa lógica económica, do orgulhosamente sós,,,.
A história complexa do retorno no seguimento do fim da Inquisição, à solidão das comunidades perdidas, e aos detalhes de que também é feita a história e às estórias que essas sim honram uma parte de nós.
E, não quero deixar de lançar aqui mais um desafio ao Jorge, de completar em novo documento o pensamento que nos deixa com água na boca, e que é sintetizado:
# perdemos a nossa plena identidade a partir do inicio do século XVI e nunca mais a recuperámos até hoje.#
Fala-nos da perda da nossa identidade que também é, como sabemos muito bem, judaica, e com mais este e outros trabalhos começamos a recuperar.
Não se pode compreender o atraso sócio-cultural, das nossas estruturas produtivas, o bloqueio das ideias sem conhecer e desenvolver o notável ensaio de Antero de Quental, #As causas da Decadência....#, e sem agora que está estabelecido este documento #Breve# desenvolver trabalho e investigação sobre as articulações que daqui decorrem e que o Jorge tão bem nos “apetiza” nestas conclusões.
Mas apresentar um livro, este livro é, para mim, também uma ocasião e oportunidade para abordar três pontos:
1-A História.
Cito:
#Uma palavra, em suma, domina e ilumina os nossos estudos: “compreender”.
Não afirmemos que o bom historiador é alheio às paixões; tem aquela, pelo menos.
Palavra essa, não tenhamos ilusões, cheia de dificuldades, mas também de esperança.
Palavra cheia, sobretudo, de amizade.
Até na acção julgamos de mais.
É tão cómodo gritar “à forca”!
Nunca compreendemos bastante.
Quem difere de nós – estrangeiro, adversário político – passa, quase necessariamente, por mau.
Mesmo para orientar as lutas inevitáveis, seria necessário um pouco mais de inteligência das almas; com mais forte razão se as queremos evitar, quando ainda é tempo.
A história, se renunciar ela mesma aos seus falsos ares de arcanjo, deve ajudar a curar-nos desta mania.
Ela é uma vasta experiência da diversidade humana, um longo encontro dos homens.
A vida, como a ciência, tem tudo a ganhar se o encontro for fraternal.#
De Marc Bloch, historiador, resistente, torturado e fuzilado pela Gestapo em 1944
A história, ciência dos homens no tempo, é conhecimento do passado a progredir no tempo.
Conhecimento filtrado pelos autores, detentores do discurso, filtradores de todos os elementos da vida e continuidade do, de um povo, de todos os elementos da sua existência.
A leitura, a busca dessa leitura que nos é dada da história tem instrumentos, que são determinados pelas bases da investigação, e aqui quero mencionar o Homem, o meu velho conhecimento do Jorge.
Percorremos a licenciatura cruzando-nos ocasionalmente, numa Faculdade de Letras em efervescência, nos anos pós 25 de Abril em que a descoberta da cidadania se fazia na história, com notáveis “facilitadores” que muitas vezes eram, noutros momentos, camaradas, como António Borges Coelho, Cláudio Torres, Isabel Castro Henriques, Vítor Gonçalves, Manuel Maia, Mª José Trindade, Jorge Custódio meia dúzia que me vem à memoria de tantos que criaram uma dinâmica de aprendizagem que entroncava numa cidadania recuperada e num sentido para a história. Por estas Letras conheci o “Galinheiras” que era um tributo ao que penso era ou tinha sido o seu local de residência ou militância politica.
Em Letras penso que construímos um entendimento que motivou o re-encontro, com a magna História que o Jorge, continuador da busca, transformação do passado em conhecimento no presente, prosseguiu.
2-A Cidadania
# A medo vivo, a medo escrevo e falo,
hei medo do que falo só comigo;
mas inda a medo cuido, a medo calo#
Cavaleiro de Oliveira, citado em “O Judeu” de Bernardo Santareno
Não é possível identificar Portugal sem lhe reconhecermos a alma judaica,
mas também sem analisarmos a alma negra do medo da inquisição e do fanatismo, a alma megera da maldade, que tem que ver com o espírito da massa, manipulada sabiamente pela ignorância ao serviço da cupidez, e de interesses sócio-económicos específicos, de manutenção ou consolidação de privilégios.
A Inquisição, à qual como nos diz o Cavaleiro de Oliveira, agora pela palavra de Santareno “ se deve o empobrecimento do Reino, porque para substituir o Santo Ofício inventa judeus como outros fabricam moeda...! “
Mas o empobrecimento do Reino, ontem como hoje não é o empobrecimento de todos:
Uma economia fechada ao desenvolvimento comercial e industrial e à internacionalização e,
a mais cidadania que com essa mobilidade se gera,
uma classe dominante anquilosada em lógicas de poder familiar e de bens em meia dúzia, uma indústria incapaz de consolidação e sustentação no mercado,
um sistema politico bloqueado, dominado por castas e manipulado por instituições acima do crivo democrático, onde os cargos resultam de compra, e relações familiares,
não, não estou a falar dos dias de hoje, embora pudesse, mas das trevas que desde a Inquisição parecem toldar um Portugal que continua a arredar-se da sua história e a não aprender com a compreensão desta.
Defender a História toda, a sua melhor compreensão, é um acto da maior relevância politica e esta Breve História dos Judeus em Portugal é um marco incontornável para o direito dos jovens, de todos os portugueses ao seu passado.
Devia ser indispensável nos curricula escolares.
3- O Homem,
Já aqui referi algum passado que partilho com o Jorge.
Referi que nos reencontrámos no âmbito da publicação dos 3 volumes da magna História # Portugal e os Judeus#, e por esta me ter agradado e surpreendido, pela densidade, informação e envolvimento do historiador.
Penso, e isso já ficou claro, que o sujeito da história, aquele que nela pega, a constrói e re-constrói, nela procura os elementos que explicam outros elementos, a continuidade que busca outra continuidade, esse sujeito da história não pode ser um esbracejador de novelas rascas de figuras de pamplina, mas deve sim ser um cultor de responsabilidade cívica e social.
Cruzei-me, também, com o Jorge na realização, no quadro da concretização, num espaço carregado de história, no Largo de S.Domingos, do Memorial ao Massacre de 1506.
Esse Memorial regista, num espaço que é hoje na zona do novo “marranismo” que são os cruzamentos de populações de origens diversas, de diferentes religiões, dos mais vários costumes, que é a diversidade e o respeito por essa, perpetua o que queremos um elemento de referencia de direitos humanos e cidadania.
O Jorge é um historiador e um cultor da responsabilidade cívica, a quem agradeço mais este #Breve# que espero atinja outras almas e outras gentes...
Obrigado Jorge, pela tua compreensão.
sexta-feira, setembro 25, 2009
sexta-feira, setembro 18, 2009
LANÇAMENTO COLECÇÃO "SEFARAD": DIA 24, 5ª FEIRA, 18.30H, LIVRARIA CÍRCULO DAS LETRAS
A colecção "Sefarad", que a editora Nova Vega agora lança a público, pretende divulgar os estudos judaicos e inquisitoriais portugueses, preenchendo assim um vazio editorial. Este projecto inovador estará atento aos estudos académicos, designadamente teses de mestrado e de doutoramento sobre judaísmo e Inquisição, que costumam ficar esquecidos nas universidades. Os destinatários privilegiados são os estudantes e os professores, particularmente os universitários, mas teremos o cuidado de tornar os nossos livros acessíveis à generalidade dos leitores interessados por estas importantes temáticas da História de Portugal.


quarta-feira, agosto 26, 2009
CONFERÊNCIA JUDEUS ETIÓPIA - 1 SETEMBRO, ARQUIVO HISTÓRICO ULTRAMARINO
domingo, agosto 23, 2009
A PROPÓSITO DO MONUMENTO ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE LISBOA DE 1506
Eis um texto interpretativo do monumento da Comunidade Israelita de Lisboa, de homenagem às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, instalado no Largo de São Domimgos, epicentro daquela barbárie que vitimou milhares de cristãos-novos lisboetas.
“Muito embora, no Séc. XV, a estrela de David não fosse ainda um símbolo judaico, este monumento (em cuja meia esfera a Estrela de David aparece voltada para cima) é muito imponente e correcto. Dá a sensação que, através da sua pureza, pedra e volume, o seu designer quis transmitir:
-Que os Judeus estão ligados ao mundo (ao nosso universo) e o mundo a eles, bem como toda a humanidade;
-Que o mundo gira sem parar, tal como os bons e os maus eventos. Mas que, por vezes, certos eventos cortam, molestam o normal caminho que as coisas seguem (o que é simbolizado pelo corte da esfera pela Estrela de David). E, então, todos os envolvidos directa ou indirectamente (vítimas e perseguidores) são molestados;
-Que um certo evento corta a perfeição e “o todo” do mundo. Mas, mesmo com tais horríveis eventos, nós olhamos em frente para o mundo (simbolizado pela parede) – para a mensagem de continuidade e aprendizagem a partir do passado, que nós (todos os seres humanos) sustentamos firmemente como uma parede forte, e para a mensagem de tolerância a todos os povos (quaisquer que sejam as suas línguas, palavras e sistema de escrita);
-Que há uma grande relação entre as várias crenças (simbolizadas pela esfera) com a crença judaica – que corta, com a sua estrela, o mundo mas está também no meio dele.
A parede atrás realça e completa a mensagem com as suas palavras cuidadosamente pensadas. E dá ao local (Lisboa e mesmo a Portugal) não apenas a estabilidade que merecem mas também uma clara mensagem de força, tolerância e aceitação do passado e, especialmente, do agora e do futuro. Por outro lado, põe Lisboa no centro dos acontecimentos (quer sejam do passado, do presente ou do futuro) proclamando que as pessoas deveriam olhar o passado na face e aprender a partir dele, não apenas localmente mas também em qualquer outro lugar do mundo.
Eu poderia continuar por aí fora, porque penso que este monumento é tão apropriado e foi tão bem percebido.
Todos os lisboetas e portugueses deveriam sentir-se orgulhosos dele.”
Shua Amorai-Stark. Historiadora de Arte.
Tradução de Graça Cravinho
“Muito embora, no Séc. XV, a estrela de David não fosse ainda um símbolo judaico, este monumento (em cuja meia esfera a Estrela de David aparece voltada para cima) é muito imponente e correcto. Dá a sensação que, através da sua pureza, pedra e volume, o seu designer quis transmitir:
-Que os Judeus estão ligados ao mundo (ao nosso universo) e o mundo a eles, bem como toda a humanidade;
-Que o mundo gira sem parar, tal como os bons e os maus eventos. Mas que, por vezes, certos eventos cortam, molestam o normal caminho que as coisas seguem (o que é simbolizado pelo corte da esfera pela Estrela de David). E, então, todos os envolvidos directa ou indirectamente (vítimas e perseguidores) são molestados;
-Que um certo evento corta a perfeição e “o todo” do mundo. Mas, mesmo com tais horríveis eventos, nós olhamos em frente para o mundo (simbolizado pela parede) – para a mensagem de continuidade e aprendizagem a partir do passado, que nós (todos os seres humanos) sustentamos firmemente como uma parede forte, e para a mensagem de tolerância a todos os povos (quaisquer que sejam as suas línguas, palavras e sistema de escrita);
-Que há uma grande relação entre as várias crenças (simbolizadas pela esfera) com a crença judaica – que corta, com a sua estrela, o mundo mas está também no meio dele.
A parede atrás realça e completa a mensagem com as suas palavras cuidadosamente pensadas. E dá ao local (Lisboa e mesmo a Portugal) não apenas a estabilidade que merecem mas também uma clara mensagem de força, tolerância e aceitação do passado e, especialmente, do agora e do futuro. Por outro lado, põe Lisboa no centro dos acontecimentos (quer sejam do passado, do presente ou do futuro) proclamando que as pessoas deveriam olhar o passado na face e aprender a partir dele, não apenas localmente mas também em qualquer outro lugar do mundo.
Eu poderia continuar por aí fora, porque penso que este monumento é tão apropriado e foi tão bem percebido.
Todos os lisboetas e portugueses deveriam sentir-se orgulhosos dele.”
Shua Amorai-Stark. Historiadora de Arte.
Tradução de Graça Cravinho
terça-feira, maio 26, 2009
BREVE HISTÓRIA DOS JUDEUS EM PORTUGAL

Capa de Breve História dos Judeus em Portugal, a sair brevemente, inaugurando a colecção "Sefarad", lançada pela editora Nova Vega.
Este livro constitui uma síntese dos 3 volumes de Portugal e os Judeus (2006), quanto à presença dos judeus no nosso país. Estão previstos outros volumes, sobre temas como o anti-semitismo, o filo-semitismo, roteiro dos judeus em Lisboa, os judeus e a República, as comunidades criptojudaicas de Trás-os-Montes e Beiras e a Inquisção, etc.
Esta colecção destina-se particularmente aos professores e estudantes e ao grande público, procurando reduzir as referências e as notas, obrigatórias em trabalhos académicos.
sexta-feira, abril 03, 2009
NO PRELO: Breve História dos Judeus em Portugal
Está prevista para Maio a edição do primeiro número da colecção "SEFARAD", intitulada BREVE HISTÓRIA DOS JUDEUS EM PORTUGAL. Detalhes do livro, editado pela Nova Vega, dentro em breve.
quarta-feira, março 11, 2009
PROGRAMA CONFERÊNCIAS SIONISMO - DIA 14

Não existem lados para os direitos humanos!
Realiza a secção portuguesa da Amnistia Internacional, em conjunto com a ATTAC, o CIDAC, o Fórum pela Paz e os Direitos Humanos e o GRAAL, no sábado 14 um seminário sobre a Paz no Médio Oriente que tem chamada para título Solidariedade com o Povo Palestiniano.
Sei que desse título pode resultar ambiguidade. Que também existe ou existiu quando nos empenhamos pelo povo Tibete ou Timorense, ou qualquer outro. Mas seja desde já entendido que ao defendermos os direitos de todos a um Tibete Livre estamos a defender a China Livre, ao defender Timor com direitos estamos a defender os direitos também na Indonésia e ao defender a Palestina também é o direito a Israel que defendemos.
Não existe dualismo de critérios, nem os direitos humanos são moeda ou têm dois lados.
Neste seminário irão estar presentes os mortos, todos os mortos em atentados e guerras, estarão presentes prisioneiros de consciência em Israel como Mordechai e as milhares de Anima sem direitos em Gaza ou nos países árabes por imposição da Sharia, estarão presentes os refusinks de Israel e os mortos na luta entre as várias facções que se degladiam na Palestina
E estará certamente presente a Humanidade que não existe nos mísseis que são lançados pelo Hamas contra Israel ou nos bombarbeamentos “selectivos” sobre escolas ou instalações da Nações Unidas ou quaisquer que Israel, utilizando armamento proibido pelas leis internacionais realiza no “gueto” de Gaza.
Discutir, interrogar, agir e deixar a nossa assinatura, com outros que partilham as nossas dúvidas e terão outras é o nosso objectivo, este sábado 14 na Associação 25 de Abril.
António Eloy, da Amnistia Internacional
quinta-feira, março 05, 2009
Dia 14: CONFERÊNCIA SOBRE SIONISMO
Conferência sobre Sionismo, dia 14 de Março, às 10.30h, na Associação 25 de Abril, Rua da Misericórdia, nº 95, em Lisboa.
domingo, fevereiro 01, 2009
MENSAGEM DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU
DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO
"Devemos continuar a analisar as razões por que o mundo não impediu o Holocausto e outras atrocidades perpetradas desde então. Dessa forma, estaremos mais preparados para derrotar o anti-semitismo e outras formas de intolerância.
Devemos continuar a ensinar às nossas crianças as lições dos capítulos mais sombrios da História. Isso irá ajudá-las a agir melhor do que os seus ascendentes, construindo um mundo assente na coexistência pacífica.
Devemos combater o negacionismo e erguer as nossas vozes contra o fanatismo e o ódio."
27 de Janeiro de 2009.
"Devemos continuar a analisar as razões por que o mundo não impediu o Holocausto e outras atrocidades perpetradas desde então. Dessa forma, estaremos mais preparados para derrotar o anti-semitismo e outras formas de intolerância.
Devemos continuar a ensinar às nossas crianças as lições dos capítulos mais sombrios da História. Isso irá ajudá-las a agir melhor do que os seus ascendentes, construindo um mundo assente na coexistência pacífica.
Devemos combater o negacionismo e erguer as nossas vozes contra o fanatismo e o ódio."
27 de Janeiro de 2009.
sábado, dezembro 27, 2008
ARTIGO SOBRE ESTUDO GENÉTICO NA REVISTA "VEJA"
O artigo publicado na revista brasileira VEJA, no passado dia 24/12/2008, sobre o recente estudo genético, que atribui actualmente 20% de presença sefardita nos genes dos habitantes da Península Ibérica (30% no nosso país) e que demonstra que a intolerância católica não conseguiu extirpar o judaísmo da identidade portuguesa (e espanhola), pode ser lido aqui
terça-feira, dezembro 23, 2008
ENTREVISTA À REVISTA BRASILEIRA "VEJA"
Saiu no nº desta semana (24/12/2008) um excerto de uma entrevista dada à revista brasileira "Veja" sobre o recente estudo genético. Eis um apontamento:
"O que mais nos surpreendeu foi o fato de a influência judaica ser tão maior que a muçulmana, mesmo com séculos de domínio mouro", disse a VEJA o historiador português Jorge Martins, autor do livro Portugal e os Judeus.
"O que mais nos surpreendeu foi o fato de a influência judaica ser tão maior que a muçulmana, mesmo com séculos de domínio mouro", disse a VEJA o historiador português Jorge Martins, autor do livro Portugal e os Judeus.
quinta-feira, dezembro 18, 2008
PORTUGAL EM DIRECTO * 2ª FEIRA * 13H
Entrevista à jornalista Paula Carvalho, para o programa da Antena 1 "Portugal em Directo", na próxima 2ª feira, dia 22, entre as 13h e as 14h.
Conversa em torno da presença judaica em Portugal, da expulsão, do baptismo forçado, do Palácio dos Estaus como sede da Inquisição, do Convento de São Domingos e do massacre de 1506, do recente estudo genético.
Conversa em torno da presença judaica em Portugal, da expulsão, do baptismo forçado, do Palácio dos Estaus como sede da Inquisição, do Convento de São Domingos e do massacre de 1506, do recente estudo genético.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
ENCICLOPÉDIA DO HOLOCAUSTO EM PORTUGUÊS
A Enciclopédia do Museu do Holocausto dos Estados Unidos da América está agora disponível em português. É, sem dúvida, uma ferramenta indispensável ao estudo e ao ensino do Holocausto. Permite aceder a filmes, fotos, artefactos, biografias, histórias de vida, testemunhos e outros recursos para o conhecimento do maior crime do século XX.
Visite a página da Enciclopédia do Holocausto aqui.
Visite a página da Enciclopédia do Holocausto aqui.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
A GENÉTICA CONFIRMOU: UM TERÇO DOS PORTUGUESES TEM ASCENDÊNCIA JUDAICA
O American Journal of Human Genetics publicou ontem, dia 4 de Dezembro, véspera do 512º aniversário do Decreto de Expulsão dos Judeus de Portugal (5/12/1496), o estudo “The Genetic Legacy of Religious Diversity and Intolerance: Paternal Lineages of Christians, Jews, and Muslims in the Iberian Peninsula”. As conclusões a que os cientistas chegaram vêm confirmar o que os especialistas em estudos judaicos portugueses têm vindo a sustentar: a população portuguesa tem uma forte componente judaica. Os valores genéticos sefarditas apresentados pelo estudo científico demonstram a incontestável etnicidade judaica na matriz identitária portuguesa. Preservámos a etnicidade judaica (30%) e muçulmana (14%), apesar de quase três séculos de acção criminosa e terrorista da Inquisição.
O referido estudo dividiu o país em Norte e Sul, concluindo que 23,6% da população nortenha e 36,3% da população sulista tem ascendência judaica, ou seja, cerca de 30% dos portugueses preservaram as suas raízes sefarditas. Ao contrário de alguma imprensa escreveu (Público, 6/12/2008), não são valores inesperados. E valeria a pena conhecer os valores das Beiras e Trás-os-Montes, particularmente de Belmonte. Seguramente, pela história revelada há um século da existência de um fortíssimo fenómeno criptojudaico nessas regiões, ainda haveria valores mais significativos.
O referido estudo dividiu o país em Norte e Sul, concluindo que 23,6% da população nortenha e 36,3% da população sulista tem ascendência judaica, ou seja, cerca de 30% dos portugueses preservaram as suas raízes sefarditas. Ao contrário de alguma imprensa escreveu (Público, 6/12/2008), não são valores inesperados. E valeria a pena conhecer os valores das Beiras e Trás-os-Montes, particularmente de Belmonte. Seguramente, pela história revelada há um século da existência de um fortíssimo fenómeno criptojudaico nessas regiões, ainda haveria valores mais significativos.
domingo, novembro 02, 2008
COLECÇÃO "SEFARAD"
A editora NOVA VEGA, lançará, no início do próximo ano os primeiros números da colecção SEFARAD, vocacionada para a publicação de estudos judaicos e inquisitoriais portugueses. Brevemente deixaremos aqui informação mais detalhada.
Lançamos, desde já, o desafio aos investigadores desta(s) temática(s), interessados na publicação de pequenos estudos ou capítulos de teses académicas.
CONTACTO: judeusportugueses@gmail.com
Lançamos, desde já, o desafio aos investigadores desta(s) temática(s), interessados na publicação de pequenos estudos ou capítulos de teses académicas.
CONTACTO: judeusportugueses@gmail.com
domingo, setembro 07, 2008
DIA 18, ÀS 21.30H: CONFERÊNCIA SOBRE VIEIRA NA ASSOCIAÇÃO DE AMIZADE PORTUGAL - ISRAEL
No ano das comemorações do 4º centenário do nascimento do padre António Vieira, farei uma conferência, no próximo dia 18 de Setembro, pelas 21.30h, a convite da Associação de Amizade Portugal Israel, subordinada ao tema "Vieira, os judeus e o caso do Senhor Roubado".
Rua Freitas Gazul, lote 34, loja 4, Lisboa.
Rua Freitas Gazul, lote 34, loja 4, Lisboa.
quinta-feira, maio 08, 2008
REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DA INAUGURAÇÃO DO MEMORIAL













INAUGURAÇÃO DO MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE LISBOA DE 1506
Foi inaugurado no passado dia 22 de Abril um memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 19, 20 e 21 de Abril de 1506. A Câmara Municipal de Lisboa tinha agendado a votação, em 31 de Outubro de 2007, da proposta nº 423/2007, que previa a sua instalação no Largo de São Domingos, o exacto local onde começou o massacre. Entretanto, verificando que tinham dado entrada em 2006 duas outras propostas alusivas ao massacre, decidiu adiar a votação, para acertar com as comunidades judaica e católica de Lisboa uma inauguração conjunta. Assim, foi aprovada a proposta, por unanimidade, na sessão da Câmara de 30 de Janeiro deste ano, que previa a inauguração para dia 19 de Abril.
Embora com três dias de atraso, a cerimónia teve lugar no mês passado, com a inauguração simultânea de duas esculturas – uma dos judeus, outra dos católicos – e de duas inscrições da responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa: um mural contra a intolerância, em 34 línguas, com a seguinte frase: “Lisboa, Cidade da Tolerância” e uma placa no chão, com a frase: “Tributo da cidade de Lisboa às vítimas do massacre judaico de 19 de Abril de 1506”.
No monumento judaico, instalado bem no centro do Largo de São Domingos, onde há 500 anos se acendeu uma das fogueiras, onde foram queimados entre dois e quatro mil judeus, pode ler-se: “1506-2006. Em memória dos milhares de judeus vítimas da intolerância e do fanatismo religioso, assassinados no massacre iniciado a 19 de Abril de 1506 neste largo. 5266-5766”.
No monumento católico, erguido em frente da Igreja de São Domingos, está inscrita uma frase do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo: “Este centro histórico de Lisboa, onde hoje fraternalmente nos abraçamos, foi no passado palco de violências intoleráveis contra o povo hebreu. Nem devemos esquecer, neste lugar, a triste sorte dos «cristãos novos», as pressões para se converterem, os motins, as suspeitas, as delações, os processos temíveis da Inquisição. Como comunidade maioritária nesta cidade há perto de mil anos, a Igreja Católica reconhece profundamente manchada a sua memória por esses gestos e palavras tantas vezes praticadas em seu nome, indignas da pessoa humana e do Evangelho que ela anuncia. Oceanos de Paz, 26 de Setembro de 2000. José, Patriarca de Lisboa”.
A cerimónia contou com a presença dos representantes das comunidades judaica e católica, que, na presença de dezenas de lisboetas, proferiram discursos alusivos à inauguração do memorial e do seu significado para as respectivas religiões. Encerrou a cerimónia o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, que começou assim o seu discurso: “Por decisão unânime da Câmara Municipal de Lisboa, instalamos um memorial às vítimas da intolerância, em tributo a todos que sofreram discriminação, o aviltamento pessoal pelas suas origens, convicções, escolhas ou ideias, e em associação com as iniciativas de reconciliação desenvolvidas pela Igreja Católica e pela Comunidade Judaica, que aqui também saúdo. Num tempo em que a tentação dos negacionismos existe e se manifesta, é bom assumirmos a História como memória viva, crítica, activa e vigilante. É por isso que este acto tem um alto significado simbólico e um grande valor pedagógico”.
sexta-feira, abril 25, 2008
INAUGURAÇÃO DO MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE LISBOA DE 1506
Foi inaugurado, em 22 de Abril de 2008 (e não 19, como aparece na reportagem), o memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, no Largo de São Domingos, local onde eclodiu em 19 de Abril daquele ano e se prolongou pelos dias 20 e 21.
sábado, abril 12, 2008
22 ABRIL: INAUGURAÇÃO DO MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE 1506
Na sequência da aprovação, por unanimidade, da inauguração de um memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 19, 20 e 21 de Abril de 1506, a Câmara Municipal de Lisboa vai concretizar essa homenagem no próximo dia 22 de Abril, às 11.00h, no Largo de São Domingos.
quarta-feira, janeiro 30, 2008
APROVADA PROPOSTA DE MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE LISBOA DE 1506

Ouvir debate:
Ver votação final da proposta:
Foi, finalmente, aprovada, ao fim da tarde de hoje, por unanimidade do executivo da Câmara Municipal de Lisboa, a proposta Nº 423/2007, de edificação de um memorial à vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, que, após negociação com as comunidades católica e judaica, integrou os projectos destas duas comunidades, entrados na Câmara no final do ano de 2006, ficando com a seguinte redacção final:
PROPOSTA N.º 423/2007
MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DA INTOLERÂNCIA
Considerando que:
1. No ano de 1506, a cidade de Lisboa foi palco do mais dramático e sanguinário episódio antijudaico de todos os que são conhecidos no nosso território;
2. Durante três dias, 19, 20 e 21 de Abril, estes acontecimentos, que tiveram início junto ao Convento de S. Domingos (actual Largo de S. Domingos), levaram a que cerca de dois mil lisboetas, por mera suspeita de professarem o judaísmo, tivessem sido barbaramente assassinados e queimados em duas enormes fogueiras no Rossio e na Ribeira;
3. Evocar este hediondo crime em que consistiu o massacre de 1506, inscrito numa política de intolerância que, segundo Antero de Quental, contribuiu para a decadência deste povo peninsular, será fazer justiça póstuma a todas as vítimas da intolerância e constituirá uma afirmação inequívoca de Lisboa como cidade cosmopolita, multiétnica e multicultural.
4. A pedagogia de combate ao racismo, à discriminação, à xenofobia e a todas as formas análogas de intolerância, constitui um eixo fundamental da democracia e da coexistência pacífica entre os povos.
Os vereadores do Partido Socialista, da Lista “Cidadãos por Lisboa” e do Bloco de Esquerda, ao abrigo da alínea b) do n.º 7 do art.º 64.º da Lei 169/99 de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei 5-A/2002 de 11 de Janeiro, têm a honra de propor que a Câmara Municipal de Lisboa, na sua reunião de 30 de Janeiro de 2007, delibere:
1. Instalar na cidade de Lisboa um Memorial às Vítimas da Intolerância, evocativo do massacre judaico de Lisboa de 1506 e de todas as vítimas que sofreram a discriminação e o aviltamento pessoal pelas suas origens, convicções ou ideias;
a) O Memorial localizar-se-á no Largo de S. Domingos e deverá ser composto por um mural evocativo das vítimas da intolerância, cuja concepção, execução e instalação competirá aos serviços municipais;
b) Esta intervenção contemplará, igualmente, o arranjo da área envolvente e incluirá a colocação, no mesmo Largo, de elementos escultóricos contributos das comunidades católica e judaica;
c) A inauguração do Memorial terá lugar no dia 19 de Abril de 2008, em cerimónia promovida pela Câmara Municipal de Lisboa, para a qual serão convidadas todas as comunidades étnicas e religiosas da Cidade.
Os Vereadores
sexta-feira, janeiro 18, 2008
DOWNLOAD DO CURSO "JUDEUS EM PORTUGAL" EM POWER POINT
Tal como fora prometido, fica desde hoje disponível para "download" o curso que recentemente dei na Associação Agostinho da Siva.
1. O JUDAÍSMO EM PORTUGAL
2. O ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL
3. O FILO-SEMITISMO EM PORTUGAL
4. A EMANCIPAÇÃO JUDAICA
5. VISITA VIRTUAL À LISBOA JUDAICA
6. JUDAÍSMO E IDENTIDADE NACIONAL
NOTAS:
1. Os ficheiros estão "zipados";
2. Para algumas hiperligações das apresentações é indispensável estar ligado à Internet. Para outras, seguem os ficheiros ("doc") em falta, à excepção daqueles que impliquem direitos de autor (ex.: canção de José Mário Branco).
FICHEIROS DE HIPERLIGAÇÃO:
1. Judaísmo, marranismo e identidade
2. Damião de Góis- a carnificina
3. Samuel Usque, Consolação- 1506
4. Samuel Usque, Consolação- baptismo forçado
5. Samuel Usque, Consolação- meninos de S. Tomé
6. Damião de Góis- 1506
7. Filo-semitismo
8. Sousa Viterbo- assalto à judiaria
1. O JUDAÍSMO EM PORTUGAL
2. O ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL
3. O FILO-SEMITISMO EM PORTUGAL
4. A EMANCIPAÇÃO JUDAICA
5. VISITA VIRTUAL À LISBOA JUDAICA
6. JUDAÍSMO E IDENTIDADE NACIONAL
NOTAS:
1. Os ficheiros estão "zipados";
2. Para algumas hiperligações das apresentações é indispensável estar ligado à Internet. Para outras, seguem os ficheiros ("doc") em falta, à excepção daqueles que impliquem direitos de autor (ex.: canção de José Mário Branco).
FICHEIROS DE HIPERLIGAÇÃO:
1. Judaísmo, marranismo e identidade
2. Damião de Góis- a carnificina
3. Samuel Usque, Consolação- 1506
4. Samuel Usque, Consolação- baptismo forçado
5. Samuel Usque, Consolação- meninos de S. Tomé
6. Damião de Góis- 1506
7. Filo-semitismo
8. Sousa Viterbo- assalto à judiaria
RESULTADO DA PETIÇÃO A FAVOR DO MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE LISBOA DE 1506 ENVIADO AO PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
Exmº Sr. Dr. António Costa,
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Jorge Emanuel Duarte de Carvalho Martins, professor de História e historiador, 54 anos, nascido em Lisboa, com o B.I. nº 2353914, Arquivo de Lisboa, de 30/05/2005, enquanto proponente, junto do vereador José Sá Fernandes, da erecção de um memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, que viria a concretizar-se na proposta 423/2007, agendada para discussão pela Câmara Municipal de Lisboa no passado dia 31 de Outubro e que viria a ser adiada, venho dar a conhecer a V. Ex.ª o resultado da petição que coloquei “on-line”, a favor da edificação, no próximo dia 19 de Abril, do referido memorial nos exactos termos em que consta da citada proposta. A sua concretização constituirá uma bela oportunidade de a nossa capital se associar ao Ano Europeu do Diálogo Intercultural - 2008, proclamado pela Comissão Europeia.
Na verdade, já lá vão três meses que a votação da referida proposta, por si subscrita, foi adiada e corre-se o risco de ficar esquecida, tanto mais que a Comunidade Israelita de Lisboa já anda há mais de 10 anos a tentar edificar um memorial às vítimas do massacre de 1506.
A presente proposta é laica, de desagravo do massacre e não ostensiva em relação aos seus responsáveis históricos, antes propondo-se pugnar contra as intolerâncias e por “Lisboa como cidade cosmopolita, multiétnica e multicultural” – como penso que deve ser o memorial – e constitui uma bela iniciativa, que mais de 1500 judeus e não judeus subscreveram, como pode V. Ex.ª confirmar no seguinte endereço electrónico: http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?samusque.
Para além das centenas de lisboetas que assinaram a proposta, um número significativo de pessoas de todo o mundo se tem manifestado a favor da proposta de memorial da CML, em termos que muito nos deve sensibilizar a todos. Não pode, pois, V. Ex.ª defraudar as legítimas expectativas de justiça e as manifestações de indispensável preservação da memória e de combate a todas as intolerâncias. Apelo, com o apoio dos subscritores da petição, a que V. Ex.ª, Sr. Presidente, garanta a erecção do projectado memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, no próximo dia 19 de Abril, no Largo de S. Domingos, como estava previsto na proposta que V. Ex.ª apoiou.
Anexo uma pequena lista de personalidades subscritoras e alguns dos mais significativos comentários.
Certo de que V. Ex.ª não deixará cair esta nobre causa cívica,
Lisboa, 18 de Janeiro de 2008
Jorge Martins
ALGUMAS PERSONALIDADES SUBSCRITORAS:
Adolfo Gutkin - Lisboa
António Borges Coelho - Parede
André Levy - Lisboa
António Eloy – Lisboa
António Loja Neves - Lisboa
António Louçã - Lisboa
António Melo - Lisboa
António Valdemar - Lisboa
Aquilino de Oliveira Ribeiro Machado - Lisboa
Augusto M Seabra - Lisboa
Bernardo Abecasis - Lisboa
Daniel Oliveira - Lisboa
Diana Andringa - Lisboa
Eduarda Dionísio - Lisboa
Eduardo Pitta - Lisboa
Francisco José Viegas - Estoril
Gonçalo M Tavares - Lisboa
Hélder Costa – Lisboa
Inácio Steinhardt - Israel
Inês Pedrosa - Lisboa
Irene Flunser Pimentel - Lisboa
João Arsénio Nunes - Lisboa
João Carlos Alvim - Lisboa
João Mário Mascarenhas - Lisboa
João Monge - Lisboa
José Manuel Fernandes - Lisboa
José Zaluar Basílio - Lisboa
Joshua Ruah - Lisboa
Manuel Gusmão - Lisboa
Manuel Loff - Porto
Manuel Lopes Azevedo - Açores
Marco Moreyra - Lisboa
Mário Tomé - Lisboa
Mendo Castro Henriques - Lisboa
Miguel Portas - Lisboa
Miguel Serras Pereira - Lisboa
Miriam Halpern Pereira - Lisboa
Nuno Guerreiro Josué - Nova Iorque
Paula Godinho - Lisboa
Paulo Sucena - Lisboa
Pedro Bacelar de Vasconcelos - Porto
Pedro Soares - Lisboa
Richard Zimler - Porto
Rui Tavares - Lisboa
Teresa Seruya - Lisboa
Torquato da Luz - Lisboa
Urbano Tavares Rodrigues - Lisboa
ALGUNS COMENTÁRIOS DOS SIGNATÁRIOS DA PETIÇÃO
1508. Maria de Lourdes Fadista Descendeste de judeus ibéricos, apoio todas as iniciativas que relembrem o passado beatíssimo e hipócrita de Portugal. Lisboa
1503. Henrique Pessoa HISTÓRIA é o dever de preservar a Memória Alvide
1479. Alves Felgueiras Gaviz num Mundo globalizado e ameaçado por novas formas de descriminação e intolerância, urge relembrar o passado, não somente para ajuízar sobre o passado, mas para criar condições para que o mesmo não se repita jamais! Na Festa Cristã do Natal de 2007, obviamente que subscrevo todas as petições contra a intolerância e os abusos cometidos contra a Dignidade intrínseca de Toda a Pessoa Humana! Lisboa
1451. Raul Boino Lapa E que em nome dessa mesma longa memória, por tanto esquecida, possamos abrir caminho para a Paz entre os demais e dentro de cada um de nós! Shalom a todos os que sabem e querem partilhar! Lisboa-Boston
1450. Helio Lopes da Costa Em memoria de meus antepassados convertidos a força Vancouver, Canada
1444. Ana Cristina Ferreira Pinto Oliveira PELA TOLERÂNCIA ENTRE OS POVOS (e respectivas RELIGIÕES) LISBOA
1433. Dr. Leao G. Levy Ezaguy Ja devia te sido feito ha mais de 100 anos...! Haifa
1431. Bernadette de Oliveira Sobreiro Tem que haver o memorial sim. As vítimas do massacre foram reais. A perseguição aos judeus foi real. Os portugueses têm as mãos sujas de sangue judeu. Isso não pode ser esquecido. Nunca. Nunca. São Paulo /Brasil
1428. Antonio da Silva Ortega Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa: Vamos fazer justiça com a história e restabelecer a verdade. Ela é a principal fonte para se eliminar o anti-semitismo do mundo. Chegou o momento de Portugal dizer não ao anti-semitismo, construindo o MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE LISBOA DE 1506. Que assim possa ser. São Paulo - SP - BRASIL
1425. Stan Pieciak As a 2nd generation American I too can empathize with the plight, struggle and courage of the Jewish heritage, as my family was expelled from their homeland in Poland during World War II. Two of my aunts were sent to Nazi concentration work camps and the rest of he family emigrated as "displaced persons" to the United States. My grandparents never spoke a word of English and continued their proud heritage upon reaching this land. The entire world must be made aware of what the Jewish people have suffered through not only during World War II, but in this horrific random act of senseless and cruel massacre in Lisbon on April 19-20-21, 1506. No act of intolerance should be tossed aside in a convenient civic loophole and I urge the President of the Municpal Council of Lisbon to think hard and well when he is presented with this petition. Do not allow this injustice to continue unregarded as it has been for 502 years....... Stan Pieciak
1423. Isobel Teixeira E bom ver os nomes e do lugar de onde eles veem! Ser Judeu e ser persistente !! e altura de Portugal lembrar e reconhecer o passado triste da Inquisissao!! Ludlow Mass.
1404. Arlindo de Sousa A memória constitui um factor essencial de aperfeiçoamento colectivo. Viseu
1384. Sergio Castro Pinheiro Esse seria o primeiro Memorial. O segundo seria as vitimas do trafico dos escravos Africanos. Berkeley, California
1366. ELIEZER PALMOR APROUVE THE ERECTION OF THE MEMORIAL jERUSALEM
1362. BEMPOSTA JOSE ROXO PERDOAR MAS NUNCA ESQUECER PARIS
1358. Jorge Neves É importantíssimo regatar a memória e a herança cultural que os judeus tiverema e têm na história de Portugal Porto
1352. Deborah de Almeida Ribeiro McDearmon Nao podemos seguir para um futuro sem nos lembrar de nosso passado Brasileira em Atlanta , EUA
1348. Yves PRAS Président Mouvement Europe et Laicité FRANCE
1340. ZALC MARCEL LES FAITS NE CESSENT PAS D'EXISTER PARCE QU'ON LES IGNORE BELGIUM
1339. BORUCHOWITCH Adi L'Inquisition, le plus horrible épisode de l'histoire de ce pays. L'Etat portugais et son Eglise se doivent de manifester leur repentance. La Rochelle (France)
1332. Rip Cohen Portuguese ignorance of this atrocity is shameless and should be remedied. London
1321. M.Pereira d'Almeida É com muita dôr. Portugal deixou de ser uma nação prospera, apos a inquisição . Aonde esta a Judiaria da Murtosa? Lisboa
1316. Cristina Bensassy da Costa pelos judeus e por todos os que são julgados e condenados pela Diferença Lisboa
1308. José Neves Pela Justiça e pela Paz, contra todas as intolerâncias que actualmente estão a ser preticadas, não esquecendo o Povo da Palestina. Lisboa
1283. Vasco Oswaldo Santos Nao podemos re-escrever a Historia. Mas temos o dever de tomar uma posicao contra os crimes cometidos no passado. Toronto / Canada
1270. Isabel Pinto É vergonhoso desconhecimento deste massacre. Educadora de Infância na Beit Akiva, academia.atl. Coruche
1269. Andre Moshe Pereira Presidente Comunidade judaica Or Ahayim; membro Beit Akiva; director de Estudos Akiva. Porto
1268. Jorge Manuel Monteiro Veludo Antero de Quental continua a ter razão Lisboa/Hamburgo/Joanesburgo
1265. Monica Pinto Mendes Como membro fundador da Kehillah Or Ahayim e fundadora da Beit Akiva, academia geral e Judaica. Alcochete
1263. CS Barnett-Goldstein Thank you, for initiating this petition. Southfield
1216. Jorge Amado Rodrigues Perseguições fundamentadas na religião ou na ausência dela NUNCA MAIS. Porto
1212. João Marcos Santos Esquecimento...basta! Lisboa
1153. Joaquim Moedas Duarte Iniciativa altamente meritória: tudo o que se faça contra a intolerância é bem-vindo. Torres Vedras
1152. António Freitas da silva Nem só das glórias vive um povo há que denunciar os nosso podres. Feijó
1137. Robert L. Hand Justice, please! Pleasant View, TN, USA
1130. Milton Franks-Lhermann Please accept this petition with good intentions. Petach Tikva, Israel.
1124. Ana Chainho Queria agradecer por pensarem nas vitimas de um dos acontecimentos mais sangrentos da história de Portugal, por simbolizá-las e torná-las eternas nas mentes dos nossos cidadãos. Muito Obrigado. Lisboa
1120. Fernando Luis Ferreira Carmo da Cunha Recordar as injustiças é impedir que outras sejam cometidas. Setúbal
1115. Eduard Yitzhak Portugal tiene que reparar la memoria de aquellos portugueses que fueron asesinados por el mero hecho de ser judíos. España
1094. Maximiano Gonçalves Lembro: Espinosa era filho de judeus portugueses e foi nascer em Amsterdão. Lisboa
1091. Isabel Boura Para que jamais sejam esquecidos os valores do direito à vida independentemente de credo, raça ou religião, principalmente daqueles que contribuiram para o nome de Portugal Coimbra
1089. Carlos Subtil Onde estão os valores deste país? Estão à espera de quê? Viana do Castelo
1088. jorge costa Um povo com dignidade deve não só recordar os bons momentos da sua história, mas também os maus! mais estes até para que não se voltem a repetir. oeiras portugal
1069. Maria Alice Fonseca Que se faça justiça e se peça perdão a todos os judeus que foram obrigados a negar as suas origens a sua identidade e história e a todos aqueles a quem foi tirada a vida ao longo destes séculos. Que a história jamais se repita . Com todo o meu respeito. Coimbra
1028. Maria Paula Pinto Era bom que os Portugueses em geral e os "Alfacinhas" em particular, tivessem conhecimento desse episódio tão triste e revelador da nossa ignorância e estupidez. Passaram-se 500 anos e continuamos a preferir esconder a cabeça na areia como a avestruz. Lisboa
1025. António Abrunhosa Não reavivar a memória de 300 anos de intolerância inquisitória e as suas principais vítimas, seria transformar o papel da PIDE/DGS num detalhe em vias de esquecimento. Braga
1002. Luís Manuel do Carmo Farinha As grandes cidades do mundo estão carregadas de "sítios da memória". Lisboa
1000. Martins de Bragança Já não era sem tempo. Meu avô era trineto de Jacob Rodrigues Pereira Lisboa
958. maria david eloy O Memorial será o mínimo que se pode fazer pelos injustiçados lisboa
956. Cabeçadas, Maria Helena Há em Portugal um vergonhoso desconhecimento deste massacre. Mais necessário se torna o memorial. Lisboa
939. Antonio Aires Rodrigues Crimes Inquisição n/podem ser olvidados Marinha Grande
938. Iaacov Blanco Justicia!! Sefarad
922. Fernando Manuel Oliveira Casinhas Um povo sensato deve sempre redimir-se dos seus erros, mesmo que sejam ancestrais Setúbal
921. Isabel Galacho Vivendo em Amesterdão e tendo tido mais conhecimento dos feitos na altura, acho esta proposta muito positiva e até necessária. Amsterdão,Hollanda
882. Antonio Gladstone Silva Germano Há sempre tempo para pedir desculpas aos ofendidos e humilhados.There is always a time to say I am so sorry to the offendeds and the humiliateds Cacém -Sintra -Portugal
866. Maria José de Matos Sem memória não há História nem Humanidade. Madrid
840. José Pereira Valente Como Católico envergonho-me terem sido cometidas tamanhas barbaridades. Havendo esta iniciativa que de todo aprovo, subscrevo-a para que fique mais um marco de repúdio como lembrança, para que coisas como essas não se voltem a repetir. Lisboa
829. Dulce Luísa Morais Bravo Nogueira Foi lamentável não ter sido erigido o monumento. É a Hora! Guimarães
777. Mery Ruah é um projecto proposto pela CIL desde 1996 Lisboa
772. Marta Nunes parece que a civilização já chegou a' convenção de que....é a tolerância Como pode ser que as pessoas (pensantes) que decidem ainda hesitem Temos que pôr padrões (estilo Diogo Cão)ao irmos avançando para demarcar o indiscutível Somos vizinhos dos espanhóis e não estranha que sigamos caminhos paralelos. Em Sevilha ali está um espectacular monumento a isso mesmo da tolerância junto ao rio De frente na outra margem fica el Callejon de la Muerte faro
766. FARANAZ KESHAVJEE lembrar para que a tolerância persista Lisboa
761. Manuel Freire Iniciativa louvável e que só peca por ser tardia. Lisboa
746. Almeida Faria Recordar os Brandos Costumes nacionais Lisboa
741. madalena braz teixeira só a tolerância nos leva à PAZ lisboa
736. MANUEL PINTO DOS SANTOS para que a memória não se apague Lisboa
734. Manuel Ferreira Rodrigues A não-incrição de acontecimentos desta natureza faz-nos repetir a história Aveiro
713. António Campar Almeida Já que não se pode remediar ao menos que se lembre Coimbra
667. amélia pais passemos igualmente do memorial à prática da tolerância Leiria
665. Maria da Conceição Guerreiro Banza INCRÍVEL ESTE ADIAMENTO!! Lavradio
657. João Paulo Pedrosa Isto sim, é um bom tema para uma verdadeira petição. Vamos lá ver se a malta eleita do município não se acobarda perante a "força" da "luz" Idanha-a-Nova
654. Margarida Maria Santos Bento Todos seremos poucos na luta contra a intolerância Leiria
653. Alzira Henriques Contra a intolerância e o racismo, SEMPRE. Alcobaça
642. Francoise Carreira tal como em Berlin, Viena, Paris...parece justo e necessario que este Memorial à vitimas seja levantado em Lisboa Paris
639. Dr. Manuel Luciano da Silva Acho a ideia excelente! Bristol, Rhode Island, E. U. A.
638. Vitor Silva Uma nação que conhece o seu passado tem um futuro melhor Coimbra
636. Maria Eduarda Motta de Campos PARA QUE NUNCA MAIS! Coimbra
621. Maria José Afonso urgente, enquanto atitude cívica e moral Lisboa
616. Antonio Rodrigues A História do mal, no passado, é um incentivo ao bem, no futuro. Estarreja
607. João Vale Serrano Há muito lá devia estar. Será um símbolo importante: muitos crimes contra a Humanidade podem ser do passado, mas a sua memória têm de ser sempre do presente. Porto
605. Rui Manuel Ramalho Ortigão Neves Um monumento que nos tornasse insuportável a ideia de massacre, individual ou colectivo, de quem quer que fosse por que motivo fosse. Lisboa
594. Paula Alexandra Crisóstomo Machado Veríssimo Seca as injustiças deste mundo devem ser lembradas para não serem repetidas natural de Lisboa, a residir nos EUA
589. Manuel Carvalho Torres É da mais elementar justiça instalar este memorial. Carnaxide
583. Antonio Eanes Uma memória do passado contra as TODAS intolerâncias do presente! Lisboa
572. marcelo benasulin Concordo com o Memorial e espero que seja aprovado. Este massacre passou-se em 1506, há mais de 500 anos, portanto. Mas como diz o provérbio "mais vale tarde que nunca", por isso bem hajam todos os que promovem esta iniciativa e que tiveram esta idéia. Nós e os mártires agradecemos. rio de mouro
569. Teresa Isabel Amorim Pela Tolerâcia, pela Laicidade, pela Solidariedade, pela Liberdade, pela Igualdade, pela Fraternidade, pela Justiça, pelo Humanismo Lisboa
559. Juan Btª G- VIANA (a)"johaness DÖPAREN" Queridos amigos de República e Lacidade: No solo apoyo y me adhiero incondicionalmente a vuestra propuesta de reconocimiento público de todas aquellas víctimas que dieron su vida en defensa de sus ideales y en lucha contra de los fundamentalismos religiosos, sino que la extenderé pior todos aquellos foros en que colaboro a titulo personal. Como miembro fundador-ejecutivo de FIdA, y miembro de Europa _Laica , recomendaré a los miembros de estas asociaciones a tomar una actitud positiva a esta iniciativa justa y moralmente necesaria. Igualmente trasladaré vuestras inquietudes a Cafe Ateo de Perú , ArgAtea de Argentina, Ateos sin Fronteras de Chile y Foro Ateo de Toledo para que todos nosotros en conjunto podamos firmar en este proyecto. Salud, república y buena suerte "jD" VALDEMORO - Madrid - España
547. Rui Faustino As origens semitas dos povo português estão há muito demonstradas ainda que... silenciadas! Jesus Cristo, rabino judeu, afirmou no seu célebre Sermão da Montanha "bem aventurados os que sofrem, deles será o reino dos Céus" Lisboa
543. Maria Amelia Campos A falta de memória esquece as grandes causas. Almada
523. Nelson Pereira Caetano Marques Só na história nos revemos como um povo que, afinal, não é de "brandos costumes". Como o Santo Padre João Paulo II enunciou, os países de raiz histórica Cristã têm muito que conversar com estes irmãos mais velhos... O memorial em causa é um óptimo pretexto! Loures
503. Ricardo Alves O memorial é necessário para recordar o maior acto de intolerância religiosa de sempre entre portugueses, e para celebrar os valores republicanos e laicistas que hoje permitem o convívio entre cidadãos de todas as religiões e nenhuma. Lisboa
499. Dino MONTEIRO Bravo por esta iniciativa CHATOU (França)
488. Mendo Castro Henriques Não devemos tolerar a intolerância, em nome do princípio da concórdia "Como é doce e agradável viverem os irmãos em harmonia" Salmo 132(133), Lisboa
476. Mariella Strusberg La intolerancia , no fue, no es ni lo sera nunca .........aceptable Lima -Peru
475. Luísa de Paiva Boléo É uma questão dejustiça. Imprescindível Lisboa
457. André Levy Memorial às vítimas da Criminosa Inquisição que vergonhosamente só agora é assinalado. Lisboa
452. cleudo alves freire precisamos fazer isto também no Brasil, sei que se em Portugal tiver sucesso, aqui terá. Natal/RN
451. António Loja Neves trata-se de uma data da história da cidade e do país. quem não entende assim tem da visão da História uma opinião frouxa, desequilibrada e sectária. Uma cidade deve instruir e motivar os seus cidadãos, dando-lhes a conhecer os factos que nela se passaram. Bons ou maus, felizes ou trágicos, os momentos vivenciais de uma cvidade são os seus marcos inabaláveis e constituem o seu cimento. Vamos erguer este e outros marcos da verdadeira história da nossa capital! Lisboa
449. de Lacerda, Elsa ja nao era sem tempo Bruxelas
434. Aída Oceransky Creo que es de justicia hacer un memorial para recordar el sufrimiento de las víctimas. Oviedo
432. Bar Lozano Without memory, there is no future Murcia, Sefarad, Spain
431. Bernardo Miller Recordar y no olvidar Haifa-Israel
417. MORDECHAI DAVID PELTA Please do the right thing, the world is watching San Francisco, California, USA
400. Pedro Alves Cardoso Importante que se materialize o que é história e o marco seja fincado nessa importante Capital. São Paulo - Brazil
378. Moshe Shaul I fully support this petition Jerusalem
377. Pedro Braz Teixeira Esta petição deveria ser assinada por todos os partidos Lisboa
372. Dr. Stephen L. Gomes I am a direct descendant of Portuguese Sephardic Jews and have decided to return to Judaism, the faith of my people. Please consider honoring the rightful place of Jews in the accomplishments of Portugal. Los Angeles, California, USA
349. Denis Ojalvo Most probably a great-great grandfather of mine were among those executed ! Istanbul
295. Helena Lewin O memorial é um tributo à memória da história portuguesa Rio de Janeiro
266. Ghers Zonensain -Noah´s Ark' International peace P Reconocer (como sociedad) los errores graves del pasado y haciendolos publicos para conocmiento y ensenanza del mismo ,es una senal de madurez ciudadana intelectual .- Que este acto sirva para ensenanza de las nuevas generaciones sobre las terribles consecuencias de una intolerancia ideologica ,ya sea esta religiosa, politica ,economica o social. Kfar Saba
244. Joseph Covo I admire you for your iniciative Herzeliya, Israel
235. Jose Varandas A falta deste tributo é uma mancha na memória da cidade Lisboa
150. José Maria Cardoso Erga-se, bem alto, o marco da não tolerancia pela intolerancia. Barcelos
148. Pedro Jorge Pereira A memória do passado é essencial para o progresso civilizacional presente e futuro Matosinhos
130. Regina Igel Já estava em tempo que se fizesse um monumento à memória dos judeus sacrificados pelos portugueses! College Park, Maryland, EUA
104. Dr C Leci We will remember them London
55. Jose Soares Da Silva Isto e' o minimo que Portugal deve fazer para minimizar o mal que foi feito aquela pobre gente e cancelar a vergonhosa accao dos nosso antepassados da qual nao podemos ser nem feros nem orgulhosos. Modena - Italia
52. Danilo A E Souza Como Judeu e Fundador da Comunidade Judaica Masorti BEIT ISRAEL este acto me diz muito , será DIZER NÃO a intolerância e ao preconceito. Amadora
36. Maria Dias da Silva A Memória é um acto de cidadania.O Memorial é um passo urgente Lisboa
34. Isy Teixeira A bad past for Portugal!! Is about time the Portuguese Goverment do something to remember Wilbraham , Mass.
33. Sao Teixeira Sera que em Portugal estamos ainda esquecidos? Springfield, Mass.
32. Shmuel Teixeira It.s about time!! Is it so dificult to do? Springfield, Mass.
22. manuel lopes de azevedo Um povo que não reconhece o seu passado não tem futuro/ A people who ignore their past has no future. Pico
13. António José de Sousa Caria Mendes O pedido de desculpas que nos foi dirigido há anos não chega para redimir a memória dos entes queridos que foram chacinados por causa do ódio e da ignorância. É preciso que a sociedade demonstre claramente que não está disposta a tolerar mais atitudes deste tipo seja contra nós, jueus, seja contra qualquer outro nosso irmão. OEIRAS
5. Pedro Rodrigues Soares Por um memorial dedicado a todas as comunidades que fazem o cosmopolitismo de Lisboa Lisboa
3. António Eloy Na cidade de Lisboa, como se nada por aqui se tivesse passado, não existe uma ínica memória, um único registo à intolerância que tantos vitimou, e neste local com todos os simbolismos a cidadania laica e republicana devia lembrar o passado e prevenir o futuro. Lisboa
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Jorge Emanuel Duarte de Carvalho Martins, professor de História e historiador, 54 anos, nascido em Lisboa, com o B.I. nº 2353914, Arquivo de Lisboa, de 30/05/2005, enquanto proponente, junto do vereador José Sá Fernandes, da erecção de um memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, que viria a concretizar-se na proposta 423/2007, agendada para discussão pela Câmara Municipal de Lisboa no passado dia 31 de Outubro e que viria a ser adiada, venho dar a conhecer a V. Ex.ª o resultado da petição que coloquei “on-line”, a favor da edificação, no próximo dia 19 de Abril, do referido memorial nos exactos termos em que consta da citada proposta. A sua concretização constituirá uma bela oportunidade de a nossa capital se associar ao Ano Europeu do Diálogo Intercultural - 2008, proclamado pela Comissão Europeia.
Na verdade, já lá vão três meses que a votação da referida proposta, por si subscrita, foi adiada e corre-se o risco de ficar esquecida, tanto mais que a Comunidade Israelita de Lisboa já anda há mais de 10 anos a tentar edificar um memorial às vítimas do massacre de 1506.
A presente proposta é laica, de desagravo do massacre e não ostensiva em relação aos seus responsáveis históricos, antes propondo-se pugnar contra as intolerâncias e por “Lisboa como cidade cosmopolita, multiétnica e multicultural” – como penso que deve ser o memorial – e constitui uma bela iniciativa, que mais de 1500 judeus e não judeus subscreveram, como pode V. Ex.ª confirmar no seguinte endereço electrónico: http://www.petitiononline.com/mod_perl/signed.cgi?samusque.
Para além das centenas de lisboetas que assinaram a proposta, um número significativo de pessoas de todo o mundo se tem manifestado a favor da proposta de memorial da CML, em termos que muito nos deve sensibilizar a todos. Não pode, pois, V. Ex.ª defraudar as legítimas expectativas de justiça e as manifestações de indispensável preservação da memória e de combate a todas as intolerâncias. Apelo, com o apoio dos subscritores da petição, a que V. Ex.ª, Sr. Presidente, garanta a erecção do projectado memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, no próximo dia 19 de Abril, no Largo de S. Domingos, como estava previsto na proposta que V. Ex.ª apoiou.
Anexo uma pequena lista de personalidades subscritoras e alguns dos mais significativos comentários.
Certo de que V. Ex.ª não deixará cair esta nobre causa cívica,
Lisboa, 18 de Janeiro de 2008
Jorge Martins
ALGUMAS PERSONALIDADES SUBSCRITORAS:
Adolfo Gutkin - Lisboa
António Borges Coelho - Parede
André Levy - Lisboa
António Eloy – Lisboa
António Loja Neves - Lisboa
António Louçã - Lisboa
António Melo - Lisboa
António Valdemar - Lisboa
Aquilino de Oliveira Ribeiro Machado - Lisboa
Augusto M Seabra - Lisboa
Bernardo Abecasis - Lisboa
Daniel Oliveira - Lisboa
Diana Andringa - Lisboa
Eduarda Dionísio - Lisboa
Eduardo Pitta - Lisboa
Francisco José Viegas - Estoril
Gonçalo M Tavares - Lisboa
Hélder Costa – Lisboa
Inácio Steinhardt - Israel
Inês Pedrosa - Lisboa
Irene Flunser Pimentel - Lisboa
João Arsénio Nunes - Lisboa
João Carlos Alvim - Lisboa
João Mário Mascarenhas - Lisboa
João Monge - Lisboa
José Manuel Fernandes - Lisboa
José Zaluar Basílio - Lisboa
Joshua Ruah - Lisboa
Manuel Gusmão - Lisboa
Manuel Loff - Porto
Manuel Lopes Azevedo - Açores
Marco Moreyra - Lisboa
Mário Tomé - Lisboa
Mendo Castro Henriques - Lisboa
Miguel Portas - Lisboa
Miguel Serras Pereira - Lisboa
Miriam Halpern Pereira - Lisboa
Nuno Guerreiro Josué - Nova Iorque
Paula Godinho - Lisboa
Paulo Sucena - Lisboa
Pedro Bacelar de Vasconcelos - Porto
Pedro Soares - Lisboa
Richard Zimler - Porto
Rui Tavares - Lisboa
Teresa Seruya - Lisboa
Torquato da Luz - Lisboa
Urbano Tavares Rodrigues - Lisboa
ALGUNS COMENTÁRIOS DOS SIGNATÁRIOS DA PETIÇÃO
1508. Maria de Lourdes Fadista Descendeste de judeus ibéricos, apoio todas as iniciativas que relembrem o passado beatíssimo e hipócrita de Portugal. Lisboa
1503. Henrique Pessoa HISTÓRIA é o dever de preservar a Memória Alvide
1479. Alves Felgueiras Gaviz num Mundo globalizado e ameaçado por novas formas de descriminação e intolerância, urge relembrar o passado, não somente para ajuízar sobre o passado, mas para criar condições para que o mesmo não se repita jamais! Na Festa Cristã do Natal de 2007, obviamente que subscrevo todas as petições contra a intolerância e os abusos cometidos contra a Dignidade intrínseca de Toda a Pessoa Humana! Lisboa
1451. Raul Boino Lapa E que em nome dessa mesma longa memória, por tanto esquecida, possamos abrir caminho para a Paz entre os demais e dentro de cada um de nós! Shalom a todos os que sabem e querem partilhar! Lisboa-Boston
1450. Helio Lopes da Costa Em memoria de meus antepassados convertidos a força Vancouver, Canada
1444. Ana Cristina Ferreira Pinto Oliveira PELA TOLERÂNCIA ENTRE OS POVOS (e respectivas RELIGIÕES) LISBOA
1433. Dr. Leao G. Levy Ezaguy Ja devia te sido feito ha mais de 100 anos...! Haifa
1431. Bernadette de Oliveira Sobreiro Tem que haver o memorial sim. As vítimas do massacre foram reais. A perseguição aos judeus foi real. Os portugueses têm as mãos sujas de sangue judeu. Isso não pode ser esquecido. Nunca. Nunca. São Paulo /Brasil
1428. Antonio da Silva Ortega Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa: Vamos fazer justiça com a história e restabelecer a verdade. Ela é a principal fonte para se eliminar o anti-semitismo do mundo. Chegou o momento de Portugal dizer não ao anti-semitismo, construindo o MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE LISBOA DE 1506. Que assim possa ser. São Paulo - SP - BRASIL
1425. Stan Pieciak As a 2nd generation American I too can empathize with the plight, struggle and courage of the Jewish heritage, as my family was expelled from their homeland in Poland during World War II. Two of my aunts were sent to Nazi concentration work camps and the rest of he family emigrated as "displaced persons" to the United States. My grandparents never spoke a word of English and continued their proud heritage upon reaching this land. The entire world must be made aware of what the Jewish people have suffered through not only during World War II, but in this horrific random act of senseless and cruel massacre in Lisbon on April 19-20-21, 1506. No act of intolerance should be tossed aside in a convenient civic loophole and I urge the President of the Municpal Council of Lisbon to think hard and well when he is presented with this petition. Do not allow this injustice to continue unregarded as it has been for 502 years....... Stan Pieciak
1423. Isobel Teixeira E bom ver os nomes e do lugar de onde eles veem! Ser Judeu e ser persistente !! e altura de Portugal lembrar e reconhecer o passado triste da Inquisissao!! Ludlow Mass.
1404. Arlindo de Sousa A memória constitui um factor essencial de aperfeiçoamento colectivo. Viseu
1384. Sergio Castro Pinheiro Esse seria o primeiro Memorial. O segundo seria as vitimas do trafico dos escravos Africanos. Berkeley, California
1366. ELIEZER PALMOR APROUVE THE ERECTION OF THE MEMORIAL jERUSALEM
1362. BEMPOSTA JOSE ROXO PERDOAR MAS NUNCA ESQUECER PARIS
1358. Jorge Neves É importantíssimo regatar a memória e a herança cultural que os judeus tiverema e têm na história de Portugal Porto
1352. Deborah de Almeida Ribeiro McDearmon Nao podemos seguir para um futuro sem nos lembrar de nosso passado Brasileira em Atlanta , EUA
1348. Yves PRAS Président Mouvement Europe et Laicité FRANCE
1340. ZALC MARCEL LES FAITS NE CESSENT PAS D'EXISTER PARCE QU'ON LES IGNORE BELGIUM
1339. BORUCHOWITCH Adi L'Inquisition, le plus horrible épisode de l'histoire de ce pays. L'Etat portugais et son Eglise se doivent de manifester leur repentance. La Rochelle (France)
1332. Rip Cohen Portuguese ignorance of this atrocity is shameless and should be remedied. London
1321. M.Pereira d'Almeida É com muita dôr. Portugal deixou de ser uma nação prospera, apos a inquisição . Aonde esta a Judiaria da Murtosa? Lisboa
1316. Cristina Bensassy da Costa pelos judeus e por todos os que são julgados e condenados pela Diferença Lisboa
1308. José Neves Pela Justiça e pela Paz, contra todas as intolerâncias que actualmente estão a ser preticadas, não esquecendo o Povo da Palestina. Lisboa
1283. Vasco Oswaldo Santos Nao podemos re-escrever a Historia. Mas temos o dever de tomar uma posicao contra os crimes cometidos no passado. Toronto / Canada
1270. Isabel Pinto É vergonhoso desconhecimento deste massacre. Educadora de Infância na Beit Akiva, academia.atl. Coruche
1269. Andre Moshe Pereira Presidente Comunidade judaica Or Ahayim; membro Beit Akiva; director de Estudos Akiva. Porto
1268. Jorge Manuel Monteiro Veludo Antero de Quental continua a ter razão Lisboa/Hamburgo/Joanesburgo
1265. Monica Pinto Mendes Como membro fundador da Kehillah Or Ahayim e fundadora da Beit Akiva, academia geral e Judaica. Alcochete
1263. CS Barnett-Goldstein Thank you, for initiating this petition. Southfield
1216. Jorge Amado Rodrigues Perseguições fundamentadas na religião ou na ausência dela NUNCA MAIS. Porto
1212. João Marcos Santos Esquecimento...basta! Lisboa
1153. Joaquim Moedas Duarte Iniciativa altamente meritória: tudo o que se faça contra a intolerância é bem-vindo. Torres Vedras
1152. António Freitas da silva Nem só das glórias vive um povo há que denunciar os nosso podres. Feijó
1137. Robert L. Hand Justice, please! Pleasant View, TN, USA
1130. Milton Franks-Lhermann Please accept this petition with good intentions. Petach Tikva, Israel.
1124. Ana Chainho Queria agradecer por pensarem nas vitimas de um dos acontecimentos mais sangrentos da história de Portugal, por simbolizá-las e torná-las eternas nas mentes dos nossos cidadãos. Muito Obrigado. Lisboa
1120. Fernando Luis Ferreira Carmo da Cunha Recordar as injustiças é impedir que outras sejam cometidas. Setúbal
1115. Eduard Yitzhak Portugal tiene que reparar la memoria de aquellos portugueses que fueron asesinados por el mero hecho de ser judíos. España
1094. Maximiano Gonçalves Lembro: Espinosa era filho de judeus portugueses e foi nascer em Amsterdão. Lisboa
1091. Isabel Boura Para que jamais sejam esquecidos os valores do direito à vida independentemente de credo, raça ou religião, principalmente daqueles que contribuiram para o nome de Portugal Coimbra
1089. Carlos Subtil Onde estão os valores deste país? Estão à espera de quê? Viana do Castelo
1088. jorge costa Um povo com dignidade deve não só recordar os bons momentos da sua história, mas também os maus! mais estes até para que não se voltem a repetir. oeiras portugal
1069. Maria Alice Fonseca Que se faça justiça e se peça perdão a todos os judeus que foram obrigados a negar as suas origens a sua identidade e história e a todos aqueles a quem foi tirada a vida ao longo destes séculos. Que a história jamais se repita . Com todo o meu respeito. Coimbra
1028. Maria Paula Pinto Era bom que os Portugueses em geral e os "Alfacinhas" em particular, tivessem conhecimento desse episódio tão triste e revelador da nossa ignorância e estupidez. Passaram-se 500 anos e continuamos a preferir esconder a cabeça na areia como a avestruz. Lisboa
1025. António Abrunhosa Não reavivar a memória de 300 anos de intolerância inquisitória e as suas principais vítimas, seria transformar o papel da PIDE/DGS num detalhe em vias de esquecimento. Braga
1002. Luís Manuel do Carmo Farinha As grandes cidades do mundo estão carregadas de "sítios da memória". Lisboa
1000. Martins de Bragança Já não era sem tempo. Meu avô era trineto de Jacob Rodrigues Pereira Lisboa
958. maria david eloy O Memorial será o mínimo que se pode fazer pelos injustiçados lisboa
956. Cabeçadas, Maria Helena Há em Portugal um vergonhoso desconhecimento deste massacre. Mais necessário se torna o memorial. Lisboa
939. Antonio Aires Rodrigues Crimes Inquisição n/podem ser olvidados Marinha Grande
938. Iaacov Blanco Justicia!! Sefarad
922. Fernando Manuel Oliveira Casinhas Um povo sensato deve sempre redimir-se dos seus erros, mesmo que sejam ancestrais Setúbal
921. Isabel Galacho Vivendo em Amesterdão e tendo tido mais conhecimento dos feitos na altura, acho esta proposta muito positiva e até necessária. Amsterdão,Hollanda
882. Antonio Gladstone Silva Germano Há sempre tempo para pedir desculpas aos ofendidos e humilhados.There is always a time to say I am so sorry to the offendeds and the humiliateds Cacém -Sintra -Portugal
866. Maria José de Matos Sem memória não há História nem Humanidade. Madrid
840. José Pereira Valente Como Católico envergonho-me terem sido cometidas tamanhas barbaridades. Havendo esta iniciativa que de todo aprovo, subscrevo-a para que fique mais um marco de repúdio como lembrança, para que coisas como essas não se voltem a repetir. Lisboa
829. Dulce Luísa Morais Bravo Nogueira Foi lamentável não ter sido erigido o monumento. É a Hora! Guimarães
777. Mery Ruah é um projecto proposto pela CIL desde 1996 Lisboa
772. Marta Nunes parece que a civilização já chegou a' convenção de que....é a tolerância Como pode ser que as pessoas (pensantes) que decidem ainda hesitem Temos que pôr padrões (estilo Diogo Cão)ao irmos avançando para demarcar o indiscutível Somos vizinhos dos espanhóis e não estranha que sigamos caminhos paralelos. Em Sevilha ali está um espectacular monumento a isso mesmo da tolerância junto ao rio De frente na outra margem fica el Callejon de la Muerte faro
766. FARANAZ KESHAVJEE lembrar para que a tolerância persista Lisboa
761. Manuel Freire Iniciativa louvável e que só peca por ser tardia. Lisboa
746. Almeida Faria Recordar os Brandos Costumes nacionais Lisboa
741. madalena braz teixeira só a tolerância nos leva à PAZ lisboa
736. MANUEL PINTO DOS SANTOS para que a memória não se apague Lisboa
734. Manuel Ferreira Rodrigues A não-incrição de acontecimentos desta natureza faz-nos repetir a história Aveiro
713. António Campar Almeida Já que não se pode remediar ao menos que se lembre Coimbra
667. amélia pais passemos igualmente do memorial à prática da tolerância Leiria
665. Maria da Conceição Guerreiro Banza INCRÍVEL ESTE ADIAMENTO!! Lavradio
657. João Paulo Pedrosa Isto sim, é um bom tema para uma verdadeira petição. Vamos lá ver se a malta eleita do município não se acobarda perante a "força" da "luz" Idanha-a-Nova
654. Margarida Maria Santos Bento Todos seremos poucos na luta contra a intolerância Leiria
653. Alzira Henriques Contra a intolerância e o racismo, SEMPRE. Alcobaça
642. Francoise Carreira tal como em Berlin, Viena, Paris...parece justo e necessario que este Memorial à vitimas seja levantado em Lisboa Paris
639. Dr. Manuel Luciano da Silva Acho a ideia excelente! Bristol, Rhode Island, E. U. A.
638. Vitor Silva Uma nação que conhece o seu passado tem um futuro melhor Coimbra
636. Maria Eduarda Motta de Campos PARA QUE NUNCA MAIS! Coimbra
621. Maria José Afonso urgente, enquanto atitude cívica e moral Lisboa
616. Antonio Rodrigues A História do mal, no passado, é um incentivo ao bem, no futuro. Estarreja
607. João Vale Serrano Há muito lá devia estar. Será um símbolo importante: muitos crimes contra a Humanidade podem ser do passado, mas a sua memória têm de ser sempre do presente. Porto
605. Rui Manuel Ramalho Ortigão Neves Um monumento que nos tornasse insuportável a ideia de massacre, individual ou colectivo, de quem quer que fosse por que motivo fosse. Lisboa
594. Paula Alexandra Crisóstomo Machado Veríssimo Seca as injustiças deste mundo devem ser lembradas para não serem repetidas natural de Lisboa, a residir nos EUA
589. Manuel Carvalho Torres É da mais elementar justiça instalar este memorial. Carnaxide
583. Antonio Eanes Uma memória do passado contra as TODAS intolerâncias do presente! Lisboa
572. marcelo benasulin Concordo com o Memorial e espero que seja aprovado. Este massacre passou-se em 1506, há mais de 500 anos, portanto. Mas como diz o provérbio "mais vale tarde que nunca", por isso bem hajam todos os que promovem esta iniciativa e que tiveram esta idéia. Nós e os mártires agradecemos. rio de mouro
569. Teresa Isabel Amorim Pela Tolerâcia, pela Laicidade, pela Solidariedade, pela Liberdade, pela Igualdade, pela Fraternidade, pela Justiça, pelo Humanismo Lisboa
559. Juan Btª G- VIANA (a)"johaness DÖPAREN" Queridos amigos de República e Lacidade: No solo apoyo y me adhiero incondicionalmente a vuestra propuesta de reconocimiento público de todas aquellas víctimas que dieron su vida en defensa de sus ideales y en lucha contra de los fundamentalismos religiosos, sino que la extenderé pior todos aquellos foros en que colaboro a titulo personal. Como miembro fundador-ejecutivo de FIdA, y miembro de Europa _Laica , recomendaré a los miembros de estas asociaciones a tomar una actitud positiva a esta iniciativa justa y moralmente necesaria. Igualmente trasladaré vuestras inquietudes a Cafe Ateo de Perú , ArgAtea de Argentina, Ateos sin Fronteras de Chile y Foro Ateo de Toledo para que todos nosotros en conjunto podamos firmar en este proyecto. Salud, república y buena suerte "jD" VALDEMORO - Madrid - España
547. Rui Faustino As origens semitas dos povo português estão há muito demonstradas ainda que... silenciadas! Jesus Cristo, rabino judeu, afirmou no seu célebre Sermão da Montanha "bem aventurados os que sofrem, deles será o reino dos Céus" Lisboa
543. Maria Amelia Campos A falta de memória esquece as grandes causas. Almada
523. Nelson Pereira Caetano Marques Só na história nos revemos como um povo que, afinal, não é de "brandos costumes". Como o Santo Padre João Paulo II enunciou, os países de raiz histórica Cristã têm muito que conversar com estes irmãos mais velhos... O memorial em causa é um óptimo pretexto! Loures
503. Ricardo Alves O memorial é necessário para recordar o maior acto de intolerância religiosa de sempre entre portugueses, e para celebrar os valores republicanos e laicistas que hoje permitem o convívio entre cidadãos de todas as religiões e nenhuma. Lisboa
499. Dino MONTEIRO Bravo por esta iniciativa CHATOU (França)
488. Mendo Castro Henriques Não devemos tolerar a intolerância, em nome do princípio da concórdia "Como é doce e agradável viverem os irmãos em harmonia" Salmo 132(133), Lisboa
476. Mariella Strusberg La intolerancia , no fue, no es ni lo sera nunca .........aceptable Lima -Peru
475. Luísa de Paiva Boléo É uma questão dejustiça. Imprescindível Lisboa
457. André Levy Memorial às vítimas da Criminosa Inquisição que vergonhosamente só agora é assinalado. Lisboa
452. cleudo alves freire precisamos fazer isto também no Brasil, sei que se em Portugal tiver sucesso, aqui terá. Natal/RN
451. António Loja Neves trata-se de uma data da história da cidade e do país. quem não entende assim tem da visão da História uma opinião frouxa, desequilibrada e sectária. Uma cidade deve instruir e motivar os seus cidadãos, dando-lhes a conhecer os factos que nela se passaram. Bons ou maus, felizes ou trágicos, os momentos vivenciais de uma cvidade são os seus marcos inabaláveis e constituem o seu cimento. Vamos erguer este e outros marcos da verdadeira história da nossa capital! Lisboa
449. de Lacerda, Elsa ja nao era sem tempo Bruxelas
434. Aída Oceransky Creo que es de justicia hacer un memorial para recordar el sufrimiento de las víctimas. Oviedo
432. Bar Lozano Without memory, there is no future Murcia, Sefarad, Spain
431. Bernardo Miller Recordar y no olvidar Haifa-Israel
417. MORDECHAI DAVID PELTA Please do the right thing, the world is watching San Francisco, California, USA
400. Pedro Alves Cardoso Importante que se materialize o que é história e o marco seja fincado nessa importante Capital. São Paulo - Brazil
378. Moshe Shaul I fully support this petition Jerusalem
377. Pedro Braz Teixeira Esta petição deveria ser assinada por todos os partidos Lisboa
372. Dr. Stephen L. Gomes I am a direct descendant of Portuguese Sephardic Jews and have decided to return to Judaism, the faith of my people. Please consider honoring the rightful place of Jews in the accomplishments of Portugal. Los Angeles, California, USA
349. Denis Ojalvo Most probably a great-great grandfather of mine were among those executed ! Istanbul
295. Helena Lewin O memorial é um tributo à memória da história portuguesa Rio de Janeiro
266. Ghers Zonensain -Noah´s Ark' International peace P Reconocer (como sociedad) los errores graves del pasado y haciendolos publicos para conocmiento y ensenanza del mismo ,es una senal de madurez ciudadana intelectual .- Que este acto sirva para ensenanza de las nuevas generaciones sobre las terribles consecuencias de una intolerancia ideologica ,ya sea esta religiosa, politica ,economica o social. Kfar Saba
244. Joseph Covo I admire you for your iniciative Herzeliya, Israel
235. Jose Varandas A falta deste tributo é uma mancha na memória da cidade Lisboa
150. José Maria Cardoso Erga-se, bem alto, o marco da não tolerancia pela intolerancia. Barcelos
148. Pedro Jorge Pereira A memória do passado é essencial para o progresso civilizacional presente e futuro Matosinhos
130. Regina Igel Já estava em tempo que se fizesse um monumento à memória dos judeus sacrificados pelos portugueses! College Park, Maryland, EUA
104. Dr C Leci We will remember them London
55. Jose Soares Da Silva Isto e' o minimo que Portugal deve fazer para minimizar o mal que foi feito aquela pobre gente e cancelar a vergonhosa accao dos nosso antepassados da qual nao podemos ser nem feros nem orgulhosos. Modena - Italia
52. Danilo A E Souza Como Judeu e Fundador da Comunidade Judaica Masorti BEIT ISRAEL este acto me diz muito , será DIZER NÃO a intolerância e ao preconceito. Amadora
36. Maria Dias da Silva A Memória é um acto de cidadania.O Memorial é um passo urgente Lisboa
34. Isy Teixeira A bad past for Portugal!! Is about time the Portuguese Goverment do something to remember Wilbraham , Mass.
33. Sao Teixeira Sera que em Portugal estamos ainda esquecidos? Springfield, Mass.
32. Shmuel Teixeira It.s about time!! Is it so dificult to do? Springfield, Mass.
22. manuel lopes de azevedo Um povo que não reconhece o seu passado não tem futuro/ A people who ignore their past has no future. Pico
13. António José de Sousa Caria Mendes O pedido de desculpas que nos foi dirigido há anos não chega para redimir a memória dos entes queridos que foram chacinados por causa do ódio e da ignorância. É preciso que a sociedade demonstre claramente que não está disposta a tolerar mais atitudes deste tipo seja contra nós, jueus, seja contra qualquer outro nosso irmão. OEIRAS
5. Pedro Rodrigues Soares Por um memorial dedicado a todas as comunidades que fazem o cosmopolitismo de Lisboa Lisboa
3. António Eloy Na cidade de Lisboa, como se nada por aqui se tivesse passado, não existe uma ínica memória, um único registo à intolerância que tantos vitimou, e neste local com todos os simbolismos a cidadania laica e republicana devia lembrar o passado e prevenir o futuro. Lisboa
sexta-feira, dezembro 28, 2007
ÚLTIMA SESSÃO DO CURSO NA ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA
Realiza-se na primeira quarta-feira de Janeiro, dia 2, às 18.00h, a última sessão do curso "Os Judeus em Portugal", subordinada ao tema "Judaísmo e identidade nacional".
quarta-feira, novembro 28, 2007
NOMES DE ALGUNS SIGNATÁRIOS DA PETIÇÃO A FAVOR DO MEMORIAL
Paulo Sucena - Lisboa
José Zaluar Basílio - Lisboa
Manuel Gusmão - Lisboa
Miriam Halpern Pereira - Lisboa
Irene Flunser Pimentel - Lisboa
Joshua Ruah - Lisboa
António Borges Coelho - Parede
Eduarda Dionísio - Lisboa
Diana Andringa - Lisboa
Miguel Serras Pereira - Lisboa
Mendo Castro Henriques - Lisboa
Urbano Tavares Rodrigues - Lisboa
Nuno Guerreiro Josué - Nova Iorque
Miguel Portas - Lisboa
André Levy - Lisboa
António Loja Neves - Lisboa
Teresa Seruya - Lisboa
João Mário Mascarenhas - Lisboa
António Valdemar - Lisboa
José Manuel Fernandes - Lisboa
Inácio Steinhardt - Israel
Marco Moreyra - Lisboa
Gonçalo M Tavares - Lisboa
Paula Godinho - Lisboa
Richard Zimler - Porto
Manuel Loff - Porto
Eduardo Pitta - Lisboa
António Louçã - Lisboa
Pedro Bacelar de Vasconcelos - Porto
Inês Pedrosa - Lisboa
Rui Tavares - Lisboa
Francisco José Viegas - Estoril
João Arsénio Nunes - Lisboa
Mário Tomé - Lisboa
João Carlos Alvim - Lisboa
Bernardo Abecasis - Lisboa
Aquilino de Oliveira Ribeiro Machado - Lisboa
João Monge - Lisboa
Augusto M Seabra - Lisboa
Torquato da Luz - Lisboa
Daniel Oliveira - Lisboa
António Melo - Lisboa
Adolfo Gutkin - Lisboa
Manuel Lopes Azevedo - Açores
Helder Costa - Lisboa
Pedro Soares - Lisboa
António Eloy - Lisboa
José Zaluar Basílio - Lisboa
Manuel Gusmão - Lisboa
Miriam Halpern Pereira - Lisboa
Irene Flunser Pimentel - Lisboa
Joshua Ruah - Lisboa
António Borges Coelho - Parede
Eduarda Dionísio - Lisboa
Diana Andringa - Lisboa
Miguel Serras Pereira - Lisboa
Mendo Castro Henriques - Lisboa
Urbano Tavares Rodrigues - Lisboa
Nuno Guerreiro Josué - Nova Iorque
Miguel Portas - Lisboa
André Levy - Lisboa
António Loja Neves - Lisboa
Teresa Seruya - Lisboa
João Mário Mascarenhas - Lisboa
António Valdemar - Lisboa
José Manuel Fernandes - Lisboa
Inácio Steinhardt - Israel
Marco Moreyra - Lisboa
Gonçalo M Tavares - Lisboa
Paula Godinho - Lisboa
Richard Zimler - Porto
Manuel Loff - Porto
Eduardo Pitta - Lisboa
António Louçã - Lisboa
Pedro Bacelar de Vasconcelos - Porto
Inês Pedrosa - Lisboa
Rui Tavares - Lisboa
Francisco José Viegas - Estoril
João Arsénio Nunes - Lisboa
Mário Tomé - Lisboa
João Carlos Alvim - Lisboa
Bernardo Abecasis - Lisboa
Aquilino de Oliveira Ribeiro Machado - Lisboa
João Monge - Lisboa
Augusto M Seabra - Lisboa
Torquato da Luz - Lisboa
Daniel Oliveira - Lisboa
António Melo - Lisboa
Adolfo Gutkin - Lisboa
Manuel Lopes Azevedo - Açores
Helder Costa - Lisboa
Pedro Soares - Lisboa
António Eloy - Lisboa
sábado, novembro 24, 2007
PETIÇÃO A FAVOR DO MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE LISBOA DE 1506
Caros amigos/a
É preciso fazer alguma coisa para que a proposta da Câmara Municipal de Lisboa de erguer, no Largo de S. Domingos, um memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, não fique esquecida.
Podem assinar a petição on-line.
A PROPOSTA DE EDIFICAÇÃO DE UM MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE LISBOA DE 1506, AGENDADO PARA DISCUSSÃO E APROVAÇÃO PELA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA PARA O PASSADO DIA 31 DE OUTUBRO, FOI ADIADO SINE DIE E CORRE O RISCO DE FICAR ESQUECIDA OU SUBVERTIDA NO SEU SENTIDO CÍVICO.
EM NOME DA MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HORRENDO CRIME COMETIDO EM LISBOA NOS DIAS 19, 20 E 21 DE ABRIL DE 1506, QUE VITIMOU MILHARES DE CRISTÃOS-NOVOS BAPTIZADOS À FORÇA PELO REI D. MANUEL I, EM 1497, OS CIDADÃOS SIGNATÁRIOS DESTA PETIÇÃO RECLAMAM DO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA QUE MANTENHA E EXECUTE A PROPOSTA TAL COMO FOI CONCEBIDA E NA SIMBÓLICA DATA PREVISTA DE 19 DE ABRIL DE 2008.
(segue o texto integral da proposta)
Proposta n.º 423/2007
Considerando que:
1. No próximo dia 16 de Novembro será assinalado o Dia Internacional para a Tolerância, entendido universalmente, nos termos da declaração de princípios sobre a tolerância adoptada pela UNESCO, não como concessão, condescendência ou indulgência, mas sim como atitude de respeito e de reconhecimento mútuo, animada pelo reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais;
2. O Dia Internacional para a Tolerância é uma chamada universal a uma das maiores virtudes da humanidade, consubstanciada no empenhamento activo e na compreensão da riqueza e da diversidade da humanidade;
3. A pedagogia de combate ao racismo, à discriminação, à xenofobia e a todas as formas análogas de intolerância, constitui um eixo fundamental da democracia e da coexistência pacífica entre os povos;
4. No ano de 1506, a cidade de Lisboa foi palco do mais dramático e sanguinário episódio antijudaico de todos os que são conhecidos no nosso território;
5. Durante três dias, 19, 20 e 21 de Abril, estes acontecimentos, que tiveram início junto ao Convento de S. Domingos (actual Largo de S. Domingos), levaram a que cerca de dois mil lisboetas, por mera suspeita de professarem o judaísmo, tivessem sido barbaramente assassinados e queimados em duas enormes fogueiras no Rossio e na Ribeira;
6. Evocar este hediondo crime em que consistiu o massacre de 1506, inscrito numa política de intolerância que, segundo Antero de Quental, contribuiu para a decadência deste povo peninsular, será fazer justiça póstuma a todas as vítimas da intolerância e constituirá uma afirmação inequívoca de Lisboa como cidade cosmopolita, multiétnica e multicultural.
7. Os vereadores do Partido Socialista, a vereadora Helena Roseta e o vereador José Sá Fernandes, ao abrigo da alínea b) do n.º 7 do art.º 64.º da Lei 169/99 de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei 5-A/2002 de 11 de Janeiro, têm a honra de propor que a Câmara Municipal de Lisboa, na sua reunião de 31 de Outubro de 2007, delibere:
1. Instalar na cidade de Lisboa um Memorial às Vítimas da Intolerância, evocativo do massacre judaico de Lisboa de 1506 e de todas as vítimas que sofreram a discriminação e o aviltamento pessoal pelas suas origens, convicções ou ideias;
EM NOME DA MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HORRENDO CRIME COMETIDO EM LISBOA NOS DIAS 19, 20 E 21 DE ABRIL DE 1506, QUE VITIMOU MILHARES DE CRISTÃOS-NOVOS BAPTIZADOS À FORÇA PELO REI D. MANUEL I, EM 1497, OS CIDADÃOS SIGNATÁRIOS DESTA PETIÇÃO RECLAMAM DO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA QUE MANTENHA E EXECUTE A PROPOSTA TAL COMO FOI CONCEBIDA E NA SIMBÓLICA DATA PREVISTA DE 19 DE ABRIL DE 2008.
(segue o texto integral da proposta)
Proposta n.º 423/2007
Considerando que:
1. No próximo dia 16 de Novembro será assinalado o Dia Internacional para a Tolerância, entendido universalmente, nos termos da declaração de princípios sobre a tolerância adoptada pela UNESCO, não como concessão, condescendência ou indulgência, mas sim como atitude de respeito e de reconhecimento mútuo, animada pelo reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais;
2. O Dia Internacional para a Tolerância é uma chamada universal a uma das maiores virtudes da humanidade, consubstanciada no empenhamento activo e na compreensão da riqueza e da diversidade da humanidade;
3. A pedagogia de combate ao racismo, à discriminação, à xenofobia e a todas as formas análogas de intolerância, constitui um eixo fundamental da democracia e da coexistência pacífica entre os povos;
4. No ano de 1506, a cidade de Lisboa foi palco do mais dramático e sanguinário episódio antijudaico de todos os que são conhecidos no nosso território;
5. Durante três dias, 19, 20 e 21 de Abril, estes acontecimentos, que tiveram início junto ao Convento de S. Domingos (actual Largo de S. Domingos), levaram a que cerca de dois mil lisboetas, por mera suspeita de professarem o judaísmo, tivessem sido barbaramente assassinados e queimados em duas enormes fogueiras no Rossio e na Ribeira;
6. Evocar este hediondo crime em que consistiu o massacre de 1506, inscrito numa política de intolerância que, segundo Antero de Quental, contribuiu para a decadência deste povo peninsular, será fazer justiça póstuma a todas as vítimas da intolerância e constituirá uma afirmação inequívoca de Lisboa como cidade cosmopolita, multiétnica e multicultural.
7. Os vereadores do Partido Socialista, a vereadora Helena Roseta e o vereador José Sá Fernandes, ao abrigo da alínea b) do n.º 7 do art.º 64.º da Lei 169/99 de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei 5-A/2002 de 11 de Janeiro, têm a honra de propor que a Câmara Municipal de Lisboa, na sua reunião de 31 de Outubro de 2007, delibere:
1. Instalar na cidade de Lisboa um Memorial às Vítimas da Intolerância, evocativo do massacre judaico de Lisboa de 1506 e de todas as vítimas que sofreram a discriminação e o aviltamento pessoal pelas suas origens, convicções ou ideias;
a) O Memorial localizar-se-á no Largo de S. Domingos, deverá ter como elemento central uma oliveira de grande porte e contemplará uma lápide evocativa do massacre judaico de Lisboa de 1506, bem como um arranjo urbanístico da área envolvente, competindo a sua concepção, execução e instalação aos serviços municipais;
b) A inauguração do Memorial terá lugar no dia 19 de Abril de 2008, em cerimónia promovida pela Câmara Municipal de Lisboa, para a qual serão convidadas todas as comunidades étnicas e religiosas da Cidade.
Os Vereadores
VERSÃO EM INGLÊS (TRADUÇÃO DE MANUEL LOPES AZEVEDO)
IN THE MATTER OF THE ANTI-JUDAIC MASSACRE OF LISBON IN 1506
In the City Council of the city of Lisbon
(Motion deferred on October 30, 2007, no new date yet set to vote on the motion.)
Mayor António Costa gab.presidente@cm-lisboa.pt
Councillor José Fernandes jose.sa.fernandes@cm-lisboa.pt
Councillor Helena Roseta gab.cpl@cm-lisboa.pt
Proposal n.º 423/2007(Translation by mlopesazevedo)
(PREAMBLE)
1. November 16 next is International day of Tolerance, universally understood, in terms of the declaration of the principles of tolerance adopted by UNESCO, not with concession, condescendence or indulgence, but rather with an attitude of respect and mutual recognition, animated by the recognition of the universal rights of the human being and of fundamental liberties;
2. International Day of Tolerance is a universal call to one of the greatest virtues of humanity, substantiated in the active pledge and in the comprehension of the richness and diversity of humanity;
3. The pedagogy of combating racism, discrimination, xenophobia and all analogous forms of intolerance, constitutes a fundamental axis of democracy and of the peaceful coexistence amongst peoples;
4. In the year of 1506, the city of Lisbon was the stage for the most dramatic and bloody anti-Judaic episode of all those that are known in our territory;
5. During three days, 19th, 20th and the 21st of April, these events, that started next to St. Domenic's Convent (presently St. Domenic's square), resulted in about two thousand Lisbonites, for mere suspicion of professing Judaism, being barbarously assassinated and burned in two enormous fires in Rossio and Ribeira;
6. Evoking this heinous crime which constituted the massacre of 1506, inscribed in the politics of intolerance, that, according to Antero de Quental, contributed to the decadence of the Peninsular people, to posthumously do justice to all the victims of intolerance and to constitute an unequivocal affirmation of a cosmopolitan, multiethnic and multicultural Lisbon.
The councillors of the Socialist Party, councillor Helena Roseta, and councillor José Sá Fernandes, pursuant to paragraph no. 7 of article 64 of Statute 169/99 of the 18th of September, ratified by Statute 5-A/2002 of the 11th of January, have the honour of proposing to the City Council of Lisbon, at its meeting of the 31st of October 2007, (that) it resolve:
1. To install in the city of Lisbon a Memorial to the Victims of Intolerance, evocative of the Jewish massacre of Lisbon of 1506 and all victims who suffered discrimination and personal villainy because of their origin, conviction or ideas.
a. The Memorial to be located in the St. Dominic's square, should have as a central element an olive tree of great bearing and contemplate an engraved stone evocative of the Jewish massacre of Lisbon of 1506, as well as an urbanistic setting of the surrounding area, its conception, execution and installation to be carried out by municipal services.
b. The inauguration of the memorial will be on the 19th day of April 2008, in a ceremony promoted by the City Council of Lisbon, to which will be invited all ethnic and religious communities of the city.
sábado, novembro 10, 2007
CURSO NA ASSOCIAÇÃO AGOSTINHO DA SILVA
Inicio na próxima quarta-feira, na Associação Agostinho da Silva (ao Príncipe Real, em Lisboa), um curso intitulado "Os Judeus em Portugal". Para quem não teve oportunidade de assistir ao recente Ciclo de Conferências na Biblioteca-Museu República e Resistência, poderá fazê-lo agora com este curso, todas as quartas-feiras, entre as 18.00h e as 19.30h.
Eis o programa:
14 DE NOVEMBRO - 1. A PRESENÇA JUDAICA EM PORTUGAL
(breve história dos judeus em Portugal, herança judaica no país)
21 DE NOVEMBRO - 2. O ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL
(expulsão, baptismo forçado, massacre 1506, Inquisição, literatura anti-semita)
28 DE NOVEMBRO - 3. O FILO-SEMITISMO EM PORTUGAL
(António Vieira, Cavaleiro de Oliveira, literatura oitocentista, acção diplomática)
5 DE DEZEMBRO - 4. A EMANCIPAÇÃO JUDAICA: ENTRE A TOLERÂNCIA E A LIBERDADE (legislação pombalina, extinção liberal da Inquisição, legalização durante a República, Lei da Liberdade Religiosa)
12 DE DEZEMBRO - 5. JUDAÍSMO E IDENTIDADE NACIONAL
(judaísmo, marranismo, identidade, Portugal marrano)
19 DE DEZEMBRO - 6. LISBOA JUDAICA
(visita virtual a Lisboa, vestígios judaicos, episódios históricos célebres)
14 DE NOVEMBRO - 1. A PRESENÇA JUDAICA EM PORTUGAL
(breve história dos judeus em Portugal, herança judaica no país)
21 DE NOVEMBRO - 2. O ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL
(expulsão, baptismo forçado, massacre 1506, Inquisição, literatura anti-semita)
28 DE NOVEMBRO - 3. O FILO-SEMITISMO EM PORTUGAL
(António Vieira, Cavaleiro de Oliveira, literatura oitocentista, acção diplomática)
5 DE DEZEMBRO - 4. A EMANCIPAÇÃO JUDAICA: ENTRE A TOLERÂNCIA E A LIBERDADE (legislação pombalina, extinção liberal da Inquisição, legalização durante a República, Lei da Liberdade Religiosa)
12 DE DEZEMBRO - 5. JUDAÍSMO E IDENTIDADE NACIONAL
(judaísmo, marranismo, identidade, Portugal marrano)
19 DE DEZEMBRO - 6. LISBOA JUDAICA
(visita virtual a Lisboa, vestígios judaicos, episódios históricos célebres)
PARA MAIS INFORMAÇÕES E INCRIÇÕES CLIQUE AQUI.
sexta-feira, novembro 02, 2007
O "INSIGNIFICANTE" COMENTA CICLO DE CONFERÊNCIAS
O meu amigo António Eloy comentou, no seu blogue INSIGNIFICANTE, o meu ciclo de conferências do Museu da República e da Resistência e o adiamento da proposta de memorial às vítimas do massacre judaico de 1506, que a CML deveria ter votado na passada quarta-feira. A questão foi adiada e os "rumores" de que fala este meu amigo - que também está envolvido na proposta, por intermédio da lista "Cidadãos por Lisboa" - não são nada tranquilizadores. Bem pelo contrário. Um grande abraço, António Eloy, pelos dois comentários.
quinta-feira, novembro 01, 2007
MEMORIAL ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE JUDAICO DE LISBOA DE 1506
Finalmente, parece estar para breve a concretização de uma obrigação cívica: a colocação, no Largo de S. Domingos, de um memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506 . A Câmara Municipal de Lisboa tomou a iniciativa em mãos e, apesar de não ter votado ontem, como estava agendado, a proposta que segue, está no bom caminho. Esperemos que não haja nenhum recuo nas intenções deste genuíno desagravo do episódio mais sangrento da história do judaísmo português, que constitui uma legítima homenagem cívica e laica às milhares de vítimas da intolerância antijudaica. Aguardemos pela evolução da situação.
Eis a proposta na íntegra:
PROPOSTA n.º 423/2007
Considerando que:
No próximo dia 16 de Novembro será assinalado o Dia Internacional para a Tolerância, entendido universalmente, nos termos da declaração de princípios sobre a tolerância adoptada pela UNESCO, não como concessão, condescendência ou indulgência, mas sim como atitude de respeito e de reconhecimento mútuo, animada pelo reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais;
O Dia Internacional para a Tolerância é uma chamada universal a uma das maiores virtudes da humanidade, consubstanciada no empenhamento activo e na compreensão da riqueza e da diversidade da humanidade;
A pedagogia de combate ao racismo, à discriminação, à xenofobia e a todas as formas análogas de intolerância, constitui um eixo fundamental da democracia e da coexistência pacífica entre os povos;
No ano de 1506, a cidade de Lisboa foi palco do mais dramático e sanguinário episódio antijudaico de todos os que são conhecidos no nosso território;
Durante três dias, 19, 20 e 21 de Abril, estes acontecimentos, que tiveram início junto ao Convento de S. Domingos (actual Largo de S. Domingos), levaram a que cerca de dois mil lisboetas, por mera suspeita de professarem o judaísmo, tivessem sido barbaramente assassinados e queimados em duas enormes fogueiras no Rossio e na Ribeira;
Evocar este hediondo crime em que consistiu o massacre de 1506, inscrito numa política de intolerância que, segundo Antero de Quental, contribuiu para a decadência deste povo peninsular, será fazer justiça póstuma a todas as vítimas da intolerância e constituirá uma afirmação inequívoca de Lisboa como cidade cosmopolita, multiétnica e multicultural.
Os vereadores do Partido Socialista, a vereadora Helena Roseta e o vereador José Sá Fernandes, ao abrigo da alínea b) do n.º 7 do art.º 64.º da Lei 169/99 de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei 5-A/2002 de 11 de Janeiro, têm a honra de propor que a Câmara Municipal de Lisboa, na sua reunião de 31 de Outubro de 2007, delibere:
Considerando que:
No próximo dia 16 de Novembro será assinalado o Dia Internacional para a Tolerância, entendido universalmente, nos termos da declaração de princípios sobre a tolerância adoptada pela UNESCO, não como concessão, condescendência ou indulgência, mas sim como atitude de respeito e de reconhecimento mútuo, animada pelo reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais;
O Dia Internacional para a Tolerância é uma chamada universal a uma das maiores virtudes da humanidade, consubstanciada no empenhamento activo e na compreensão da riqueza e da diversidade da humanidade;
A pedagogia de combate ao racismo, à discriminação, à xenofobia e a todas as formas análogas de intolerância, constitui um eixo fundamental da democracia e da coexistência pacífica entre os povos;
No ano de 1506, a cidade de Lisboa foi palco do mais dramático e sanguinário episódio antijudaico de todos os que são conhecidos no nosso território;
Durante três dias, 19, 20 e 21 de Abril, estes acontecimentos, que tiveram início junto ao Convento de S. Domingos (actual Largo de S. Domingos), levaram a que cerca de dois mil lisboetas, por mera suspeita de professarem o judaísmo, tivessem sido barbaramente assassinados e queimados em duas enormes fogueiras no Rossio e na Ribeira;
Evocar este hediondo crime em que consistiu o massacre de 1506, inscrito numa política de intolerância que, segundo Antero de Quental, contribuiu para a decadência deste povo peninsular, será fazer justiça póstuma a todas as vítimas da intolerância e constituirá uma afirmação inequívoca de Lisboa como cidade cosmopolita, multiétnica e multicultural.
Os vereadores do Partido Socialista, a vereadora Helena Roseta e o vereador José Sá Fernandes, ao abrigo da alínea b) do n.º 7 do art.º 64.º da Lei 169/99 de 18 de Setembro, com a redacção dada pela Lei 5-A/2002 de 11 de Janeiro, têm a honra de propor que a Câmara Municipal de Lisboa, na sua reunião de 31 de Outubro de 2007, delibere:
Instalar na cidade de Lisboa um Memorial às Vítimas da Intolerância, evocativo do massacre judaico de Lisboa de 1506 e de todas as vítimas que sofreram a discriminação e o aviltamento pessoal pelas suas origens, convicções ou ideias;
a) O Memorial localizar-se-á no Largo de S. Domingos, deverá ter como elemento central uma oliveira de grande porte e contemplará uma lápide evocativa do massacre judaico de Lisboa de 1506, bem como um arranjo urbanístico da área envolvente, competindo a sua concepção, execução e instalação aos serviços municipais;
b) A inauguração do Memorial terá lugar no dia 19 de Abril de 2008, em cerimónia promovida pela Câmara Municipal de Lisboa, para a qual serão convidadas todas as comunidades étnicas e religiosas da Cidade.
31 de Outubro de 2007
quarta-feira, outubro 31, 2007
ENTREVISTA À ANTENA 1
Passa hoje, na Antena 1, entre as 13h e as 14h, no programa "Portugal em Directo", uma pequena entrevista que dei sobre as conferências do Museu da República.
quarta-feira, outubro 24, 2007
ÚLTIMA CONFERÊNCIA DIA 31 ÀS 18.30H
Termina na próxima quarta-feira, dia 31 de Outubro, o Ciclo de Conferências "Os Judeus em Portugal", com a conferência "Visita Virtual à Lisboa Judaica", em que passaremos em revista os locais da memória judaica na capital, desde as judiarias medievais ao exílio judaico durante a Segunda Guerra Mundial.
quinta-feira, outubro 18, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
PRÓXIMA CONFERÊNCIA: 17 DE OUTUBRO ÀS 18.30H
Realizou-se na passada quarta-feira a 2ª conferência, subordinada ao tema "O ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL", com a mesma participação da primeira. Como o assunto não ficou concluído, será continuado na próxima quarta-feira, às 18.30h, antes da conferência prevista no programa: "O FILO-SEMITISMO EM PORTUGAL".sexta-feira, outubro 05, 2007
PRÓXIMA CONFERÊNCIA DIA 1O
Teve início na passada quarta-feira, dia 3, o Ciclo de Conferências "Os Judeus em Portugal", na Biblioteca Museu República e Resistência, com a presença de três dezenas de interessados participantes.A próxima conferência terá lugar na quarta-feira, dia 10, às 18.30h. e versará sobre o tema O ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL: expulsão de 1496, baptismo forçado de 1497, massacre judaico de 1506, acção da Inquisição, literatura anti-semita, manifestações contemporâneas de anti-semitismo em Portugal.
sexta-feira, setembro 28, 2007
quarta-feira, setembro 05, 2007
OS JUDEUS EM PORTUGAL
Ciclo de Conferências de Jorge Martins
Biblioteca Museu República e Resistência
Cidade Universitária - Lisboa
Rua Alberto de Sousa, nº 10 A - Zona B do Rêgo
1600-002 Lisboa
Tel: 21 7802760 - Fax: 21 7802788
Email: bib.republica@cm-lisboa.pt
3 de Outubro, 18.30h.
A PRESENÇA JUDAICA EM PORTUGAL
(breve história dos judeus em Portugal, herança judaica no país)
10 de Outubro, 18.30h.
O ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL
(expulsão, baptismo forçado, massacre 1506, Inquisição, literatura anti-semita)
17 de Outubro, 18.30h.
O FILO-SEMITISMO EM PORTUGAL
(António Vieira, Cavaleiro de Oliveira, literatura oitocentista, acção diplomática)
24 de Outubro, 18.30h.
A EMANCIPAÇÃO JUDAICA:
ENTRE A TOLERÂNCIA E A LIBERDADE
(legislação pombalina, extinção liberal da Inquisição, legalização durante a República, Lei da Liberdade Religiosa)
31 de Outubro, 18.30h.
LISBOA JUDAICA
(visita virtual a Lisboa, vestígios judaicos, episódios históricos célebres)
AS SESSÕES SERÃO À QUARTA-FEIRA, APRESENTADAS EM “POWER POINT” E COM A DURAÇÃO DE 1 HORA.
Biblioteca Museu República e Resistência
Cidade Universitária - Lisboa
Rua Alberto de Sousa, nº 10 A - Zona B do Rêgo
1600-002 Lisboa
Tel: 21 7802760 - Fax: 21 7802788
Email: bib.republica@cm-lisboa.pt
3 de Outubro, 18.30h.
A PRESENÇA JUDAICA EM PORTUGAL
(breve história dos judeus em Portugal, herança judaica no país)
10 de Outubro, 18.30h.
O ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL
(expulsão, baptismo forçado, massacre 1506, Inquisição, literatura anti-semita)
17 de Outubro, 18.30h.
O FILO-SEMITISMO EM PORTUGAL
(António Vieira, Cavaleiro de Oliveira, literatura oitocentista, acção diplomática)
24 de Outubro, 18.30h.
A EMANCIPAÇÃO JUDAICA:
ENTRE A TOLERÂNCIA E A LIBERDADE
(legislação pombalina, extinção liberal da Inquisição, legalização durante a República, Lei da Liberdade Religiosa)
31 de Outubro, 18.30h.
LISBOA JUDAICA
(visita virtual a Lisboa, vestígios judaicos, episódios históricos célebres)
AS SESSÕES SERÃO À QUARTA-FEIRA, APRESENTADAS EM “POWER POINT” E COM A DURAÇÃO DE 1 HORA.
terça-feira, julho 24, 2007
CICLO DE CONFERÊNCIAS EM OUTUBRO

No próximo mês de Outubro estarei na Biblioteca Museu República e Resistência, em Lisboa, para um ciclo de cinco conferências sobre os judeus portugueses:
1. A PRESENÇA JUDAICA EM PORTUGAL
2. O ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL
3. O FILO-SEMITISMO EM PORTUGAL
4. A EMANCIPAÇÃO JUDAICA: ENTRE A TOLERÂNCIA E A LIBERDADE
2. O ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL
3. O FILO-SEMITISMO EM PORTUGAL
4. A EMANCIPAÇÃO JUDAICA: ENTRE A TOLERÂNCIA E A LIBERDADE
5. LISBOA JUDAICA
JUDAÍSMO, MARRANISMO E IDENTIDADE
Os judeus viveram um longo período de afirmação e crescimento em Portugal até que, em 1496, sob a pressão dos ventos adversos que sopravam forte da vizinha Espanha desde finais do século XIV, D. Manuel I não soube ou não quis resistir às exigências políticas espanholas, quando desposou a filha dos “Reis Católicos”. Pior do que a expulsão, ao contrário do que haviam feito os seus sogros, o nosso rei tentou a todo o custo impedir a saída dos judeus e, com eles, os seus cabedais, o seu saber, a sua competência, a sua experiência, a sua capacidade empreendedora, o que arruinaria o tecido sócio-económico do reino. Enganou-os, não cumpriu o seu próprio édito intolerante e forçou-os ao baptismo. Mas, mais do que o incomensurável drama humano que provocou numa boa parte da portugalidade, foi a incompatibilidade que introduziu na sociedade portuguesa. Os judeus, agora não-judeus, mas sempre tidos como tal, eram rejeitados, quer como judaizantes quer como espúrios, condenados à eterna mácula do “pérfido” sangue judaico, uma gota que fosse.
Verdadeiramente anti-semita, D. João III daria o golpe final na situação que seu pai criara, mas que oscilava o suficiente para vir em socorro das vítimas do massacre de 1506, decretando a extinção da distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos, vedando as inquirições às práticas judaicas, autorizando a sua saída do reino, não pedindo com a devida veemência o Santo Ofício para o Reino. Seria, efectivamente, seu filho, o incansável inimigo dos judeus, quem porfiaria nas pretensões intolerantes do estabelecimento da Inquisição, que compraria à Santa Sé, após mais de uma década de esforços, de corrupção activa e de imensos cabedais.
Importada que foi a expulsão, sem qualquer alteração substancial da relativa aceitação do judeu na sociedade portuguesa, apesar da existência de alguma animosidade, quiçá ampliada pelos infelizes acontecimentos no resto da península, a Inquisição viria alterar irreversivelmente a relação entre cristãos-novos e cristãos-velhos. Apesar do terror inquisitorial, a resistência cristã-nova e a persistência do culto judaico durante os séculos XVI a XVIII, pode ser atestada pelos próprios processos do “fero monstro”, pela conversão de inúmeros cristãos-novos portugueses que se exilam para poderem desenvolver as suas actividades económicas e assumir a sua verdadeira religião e pela espantosa emergência do criptojudaísmo durante as primeiras décadas do século XX.
Não partilhamos a (insuficientemente fundamentada) justificação da introdução da Inquisição como uma necessidade de regulação da relação entre cristãos e judeus, ou como uma tentativa de evitar o mal maior do antijudaísmo popular. Um dos argumentos mais utilizados para legitimar o Santo Ofício como uma resposta aceitável para a época, é o do massacre de 1506, que foi sanado por D. Manuel, que castigou exemplarmente os instigadores, comandados por dois frades dominicanos, que também foram executados por ordem régia. Mas, uma vez mais se comprovava assim que a acção tolerante dos nossos monarcas poderia ter evitado o crescendo do antijudaísmo encorajado e acicatado por clérigos intolerantes. Contudo, a política prosseguida por D. João III foi a grande responsável pela inviabilização da conciliação possível de judeus e cristãos, como acontecera no passado. A Inquisição não foi, pois, uma necessidade, um impulso natural, uma tentativa de evitar um mal maior. Bem pelo contrário, o Tribunal do Santo Ofício encarcerou o país nas teias da estreiteza anti-humanista da visão de um clero racista que empenhou o futuro de Portugal a todos os níveis.
Não obstante, não se pode deixar de assinalar que houve homens corajosos que se opuseram aos crimes inquisitoriais, sancionados por D. João III e todos os monarcas que lhe seguiram as pisadas. O primeiro grande filo-semita foi António Vieira, que, apesar de não ter sido bem sucedido nos seus intentos tolerantistas, acabaria por influenciar outras personalidades, como D. Luís da Cunha, Xavier de Oliveira, Ribeiro Sanches e Melo Freire, que retomariam as propostas de reforma dos métodos da Inquisição ou, mesmo, de aceitação do livre culto aos judeus. Quando Pombal legislou favoravelmente às pretensões judaicas, ironicamente, poria em prática as teses de um dos principais lutadores pela tolerância, o jesuíta António Vieira, membro da odiada Ordem a quem Sebastião José de Carvalho e Melo acusaria de responsável por todos os males do Reino.
Ceifada pela raiz a intolerância antijudaica, designadamente na sua expressão literária e na inaceitável discriminação persistente em pleno Século das Luzes, estava delineado o caminho para a emancipação judaica, que começaria pela criação de comunidades israelitas em Lisboa, Açores e Faro, veria consagrada tacitamente na lei a sua existência, embora como “colónias” estrangeiras, com a extinção da Inquisição, e alcançaria o reconhecimento legal após a implantação da República. Seria justamente durante o novo regime republicano que emergiriam à luz do dia das conservadoras terras interiores das Beiras e de Trás-os-Montes as comunidades marranas, esquecidas do judaísmo oficial, esquecidas do país, esquecidas do mundo, até esquecidas de si próprias. Novo abalo se sentiria nas hostes anti-semitas, que haviam sido emudecidas por Pombal desde o último quartel do século XVIII. Com efeito, se o século XIX não foi favorável ao crescimento dessas ideias entre nós, a proclamação da República e o resgate do criptojudaísmo veio proporcionar novos argumentos aos paladinos da intolerância, adversários da liberdade e da democracia. Barros Basto tornava-se assim o centro das atenções anti-semitas, enquanto se invocavam os Protocolos dos Sábios do Sião para confirmar as pretensões dominadoras do mundo e derruidoras do edifício católico por parte dos israelitas.
O criptojudaísmo, assolado por anti-semitas cada vez mais intervenientes e por judeus receosos da estabilidade, paulatina e sofridamente alcançada ao longo de mais de um século de dificuldades, de dissenções internas e de precauções externas, depois de um momento de euforia internacional, ver-se-ia remetido a um criptomarranismo forçado. O país nunca mais recuperaria a alma judaica, enterrada pela Inquisição e inviabilizada na sua forma única de sobrevivência: o marranismo.
Forçados a abjurar o judaísmo, perseguidos por nos termos tornado cristãos-novos à força, impossibilitados de regressar ao judaísmo oficial e incapazes de criar uma igreja marrana, tornámo-nos um povo com identidade, não apenas múltipla e miscigenada, mas difusa e sempre dominada por uma angustiante duplicidade, que nos tem impelido, ora para a exagerada euforia optimista, ora para o recorrente pessimismo de não termos assumido uma identidade, qualquer que fosse, mas uma identidade assente em inequívocas raízes de pertença, interiorizadas em todas as suas dimensões.
Foi este o mais perene dos muitos crimes da Inquisição, que os dois séculos posteriores à tri-centenária história da intolerância não conseguiram reconciliar no ser português que somos hoje. Na verdade, perdemos a nossa plena identidade a partir do início do século XVI e nunca mais a recuperámos até hoje. Por outras palavras, apesar da tão propalada presença judaica no ser português, ainda não somos capazes de assumir, no século XXI, a dimensão judaica da nossa identidade.
Isto é consequência da bem sucedida acção de desmantelamento da sociedade das três culturas – cristã, judaica e muçulmana – que Portugal esboçou na aurora da nacionalidade e se poderia ter aprofundado, não fora o infamante decreto de expulsão e o terrorista tribunal da Inquisição. Com efeito, as comunidades judaicas portuguesas crescem entre os séculos XII e XV, revelando um claro sinal de que a tolerância – aceitando-lhe a natureza contraditória –, assumida pela generalidade dos nossos monarcas até D. Manuel I, possibilitaram o enraizamento da dimensão judaica do ser português do século XVI. Mesmo o rei que decretou a expulsão de judeus e mouros sabia que isso seria – como, infelizmente, para eles e para nós, foi – uma catástrofe económica, social e cultural irreversível. Por isso, não deixou sair os judeus e baptizou-os à força, mesmo contra a vontade dos seus conselheiros.
A desestruturação mental que o baptismo forçado e a acção inquisitorial operaram na sociedade portuguesa, obliterou o (embora precário e desigual) convívio inter-religioso e intercultural que se estava a construir ainda antes da fundação da nacionalidade e se aprofundou durante os séculos XII a XV. Foi a intolerância católica que impediu o português de quinhentos de ser o que era de facto: um povo de raízes diversas. Essa amputação social, cultural e mental teria repercussões incomensuráveis em todos os domínios da vida portuguesa, acabando por atravessar a história dos judeus, dos marranos e dos cristãos (novos e velhos), que não mais puderam assumir-se em toda a plenitude do seu ser. Dos escolhos da(s) intolerância(s) emergiria um novo português, o português que todos nós somos um pouco: o marrano, que, quer queiramos ou não, nos ficou como uma marca identitária indelével.
quinta-feira, julho 19, 2007
CONFERÊNCIA NA FNAC-CHIADO: 24 DE JULHO (3ª FEIRA), ÀS 18.30H
Inserida num ciclo de conferências, organizado pela FNAC-Chiado, a decorrer na próxima semana no espaço-café, estarei na sessão da próxima terça-feira, dia 24 de Julho, às 18.30h, subrbordinada ao tema: A influência do judaismo na cultura portuguesa.
Convidados confirmados:
Convidados confirmados:
Jorge Martins: "Judaísmo, marranismo e identidade".
Miguel Real: "Cidadãos de relevo histórico, perseguidos pela inquisição e pelo estado".
Sérgio Luis de Carvalho: "O pensamento judaico e a sua presença na cultura popular portuguesa".
segunda-feira, julho 09, 2007
TRADUÇÃO DE "PORTUGAL E OS JUDEUS" NA BULGÁRIA
Do blogue "bulgari_pt" transcrevemos um excerto da entrevista recentemente feita ao editor da Nova Vega, Dr. Assírio Bacelar:
“A edição de "Areias Movediças", de Krassin Krastev, vem na sequência de um protocolo de colaboração cultural, estabelecido com a editora búlgara Hristo Botev, na base do qual a Vega revelará autores búlgaros e aquela editora autores portugueses. Protocolo ao abrigo do qual se publicou esse livro e na Bulgária se publicará "Portugal e os Judeus" (3 Volumes), do historiador Jorge Martins.”
sexta-feira, junho 01, 2007
AULA NA ESCOLA SECUNDÁRIA DE MEM MARTINS - DIA 6
AULA SOBRE OS JUDEUS EM PORTUGAL, QUARTA-FEIRA, DIA 6 DE JUNHO, ÀS 14.00H, NA ESCOLA SECUNDÁRIA DE MEM MARTINS.
quarta-feira, maio 30, 2007
AULA DE HOJE, ADIADA PARA A PRÓXIMA SEMANA
A aula sobre os judeus agendada para hoje na Escola Secundária de Mem Martins foi adiada, em consequência de uma boa causa, e deve ter lugar na próxima quarta-feira à mesma hora.
sexta-feira, maio 18, 2007
AULA SOBRE OS JUDEUS EM PORTUGAL - ESCOLA SECUNDÁRIA DE MEM MARTINS, DIA 30 DE MAIO
domingo, maio 06, 2007
CONFERÊNCIA NA FACULDADE DE LETRAS DE LISBOA - 17 DE MAIO, QUINTA-FEIRA, 18.30H.
sexta-feira, abril 20, 2007
CONFERÊNCIA, SINTRA, 5 DE MAIO, 10.00H
domingo, abril 08, 2007
CONVERSA DE CAFÉ NO BLOGUE KONTRASTES
O blogue KØNTRÅSTËS 2.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado é Jorge Martins, 53 anos, Professor de História, autor do blogue «Portugal e os Judeus». [375]Conversas de Café - cappuccino judaico [conversa 96]
quarta-feira, março 28, 2007
ARTIGO SOBRE "PORTUGAL E OS JUDEUS" NO JL
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