segunda-feira, dezembro 31, 2012
terça-feira, dezembro 25, 2012
O CENSO 2011 E A RELIGIÃO EM PORTUGAL-1
1.
A comparação entre os censos de 2001 e 2011 em todo o território português mostra, numa primeira leitura, que houve um aumento demográfico, que diminuiu o número de pessoas que não responderam e que a religião Católica regrediu a favor de todas as outras religiões e dos sem religião.
Quanto aos que declararam praticar a religião judaica cresceram 1,7 vezes. Como se explicará esse aumento na última década? Todas as fontes apontam para que existam em Portugal, nos quatro centros comunitários – Lisboa, Belmonte, Porto e Algarve – cerca de 500 judeus organizados. Neste contexto, será aceitável que ascenda a 1000 o número de judeus religiosos. E os restantes 2000, como se explicam? Deve ter-se em conta que se trata apenas de pessoas com 15 e mais anos de idade as que respondem a ambos os censos, pelo que este não poderá ser um elemento explicativo.
Em primeiro lugar, a notória visibilidade da proliferação de religiões cristãs não católicas nos últimos anos ajudará a compreender o crescimento que o censo de 2011 revela. Também nos parece que a assunção da religiosidade não católica é cada vez mais aceite em Portugal, o que terá levado muitas pessoas a responder à pergunta, facultativa sobre religião, com cada vez menos receio de ser identificado e discriminado.
Mas isto explica somente em parte aquele crescimento dos judeus, que não se constata nas próprias comunidades. Estamos convictos de que se trata de um fenómeno específico do judaísmo português, quer dizer, de muitas pessoas que têm vindo a descobrir que têm ascendência judaica e que se sentem judeus não praticantes, ou mesmo não religiosos. São os marranos portugueses que emergem na sociedade, numa segunda fase. A primeira ocorreu há um século, por via da ação de Samuel Schwarz e Barros Basto e foi uma emergência vincadamente religiosa. A atual, pelo contrário, é uma emergência judaica, em grande parte, não religiosa, mas étnica (a assunção das raízes mais ou menos longínquas) e cultural (como elemento de identidade pessoal). Há uma diferença entre aqueles que nasceram em ambiente católico e que não sentem chamamento religioso e que não têm dificuldade em responder ao censo que não têm religião e aqueles que se sentem judeus culturais e que não hesitaram em responder ao censo na coluna do judaísmo. Os marranos são um grupo muito especial na sociedade portuguesa (e não só).
segunda-feira, dezembro 03, 2012
quarta-feira, novembro 21, 2012
CASTELO BRANCO, BIBLIOTECA MUNICIPAL, SÁBADO, DIA 24/11/2012, ÀS 15H
Lançamento to meu último livro: MARIA GOMES, CRISTÃ-NOVA, 117 ANOS, A MAIS IDOSA VÍTIMA DA INQUISIÇÃO. Com a participação do Dr.Jorge Patrão, Secretário Geral da Rede de Judiarias de Portugal.
Darei uma conferência intitulada "O processo de Maria Gomes e os cristãos-novos de Castelo Branco".
quinta-feira, outubro 18, 2012
COMUNICAÇÃO NO COLÓQUIO DA UNIVERSIDADE DO MINHO: DIA 19 ÀS 12H
Colóquio
JUDEUS PORTUGUESES NO MUNDO:
PENSAMENTO, MEDICINA E CULTURA
Braga, Universidade do Minho, 19 de Outubro de 2012
Campus de Gualtar - Auditório C.P. II, B1
O colóquio JUDEUS PORTUGUESES NO MUNDO procura refletir sobre a grande ciência e o grande pensamento de autores judaico-portugueses. Este é um património cultural riquíssimo que merece ser estudado pelos investigadores. O contributo dos Judeus Portugueses para a história da cultura em Portugal dificilmente pode ser apoucado, dada a sua vastidão. Os aspetos mais infelizes da relação entre os Judeus e Portugal ofuscam muitas vezes este património. Urge estudar e dar a conhecer às novas gerações de universitários portugueses muitos autores cuja obra continua a influenciar e a inspirar o que fazemos em Medicina, em Filosofia e em muitas outras áreas da Cultura.
PROGRAMA
9h15 Sessão de Abertura
9h30
Jesué Pinharanda Gomes, Itinerário do Pensamento Judaico Português
António Andrade, Mestre Dionísio, Manuel Brudo e Amato Lusitano: Três Médicos no Exílio
Elvira Azevedo Mea, Alguns Aspectos da Diáspora Judaica (Séculos XVI-XVII)
11h-11h10 Debate
11h10 -11h30 Intervalo
11h30
Joshua Ruah, O Pensamento Científico Judaico-português nos Séculos XVI e XVII
Jorge Martins, O Marranismo como Cultura: Práticas Criptojudaicas nos Processos da Inquisição (sécs. XVI a XVIII)
Paulo Archer de Carvalho, Joaquim de Carvalho: da Memória da Cultura Judaica ao Esquecimento da Shoah
13h-13h10 Debate
13h10-14h30 Almoço
14h30
José Eduardo Franco, A Distinção entre Cristãos Velhos e Cristãos Novos e a Questão Judaica em Portugal
Manuel Curado, O Palácio do Sono do Doutor Isaac Samuda
Rui Bertrand Romão, Erro, Exame e Decisão em Francisco Sanches
16h-16h10 Debate
16h10-16h30 Intervalo
Adelino Cardoso, Requisitos do Médico Perfeito na Obra de Rodrigo de Castro O Médico Político
Dina Baptista, O legado médico-filosófico na Archipathologia (1614) de Filipe Montalto
James Nelson Nóvoa, Leão Hebreu, Médico e Filósofo Português no Renascimento Italiano
Fernando Machado, O despatriado Ribeiro Sanches na terra dos czares: débitos e créditos
18h30-18h45 Debate
18h45 Encerramento
COMISSÃO DE HONRA
Prof. Doutor Rui Vieira de Castro (Vice-Reitor da Universidade do Minho)
Prof. Doutora Etelvina Mea (Faculdade de Letras da Universidade do Porto)
Prof. Doutor Alfredo Dinis (Universidade Católica Portuguesa)
Prof. Doutora Ana Gabriela Macedo (Presidente do Conselho Cultural da UM e Diretora do CEHUM)
Prof. Doutor Acílio Estanqueiro Rocha (Universidade do Minho)
Prof. Doutor Manuel Gama (Universidade do Minho)
COMISSÃO ORGANIZADORA
Doutora Virgínia Soares Pereira (Centro de Estudos Lusíadas)
Doutor Manuel Curado (Departamento de Filosofia)
ENTRADA GRATUITA
As pessoas que desejarem um certificado de presença deverão solicitá-lo com antecedência aos organizadores, para os e-mails: virginia@ilch.uminho.pt e curado.manuel@gmail.com
Universidade do Minho
Instituto de Letras e Ciências Humanas
Campus de Gualtar
4710-057 Braga
Portugal
Telefone: 00351.253604170 e 00351.253601651
Ext. 601651
Fax: 351-253 676 387 e 253 601 639
Gabinete 2011
Other email accounts:
jmcurado@ilch.uminho.pt
manucurado@gmail.com
quarta-feira, outubro 10, 2012
terça-feira, outubro 09, 2012
segunda-feira, julho 16, 2012
terça-feira, julho 10, 2012
domingo, maio 13, 2012
CONFERÊNCIAS 19 MAIO 2012
1ª:
I CONGRESSO ANUAL DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA
Reitoria da Universidade Nova de Lisboa
Dia 19
Auditório B 09:30 Religião
Jorge Martins, Centro de Estudos de História Contemporânea, ISCTE-IUL, “A emancipação dos judeus portugueses: de Pombal à República”
2ª
Encontro Internacional
TURRES VETERAS XV
Judiarias, judeus e Judaísmo
Auditório do Edifício Paços do Concelho de Torres Vedras
Dia 19
16h.30 – Comunicação
"1912-2012: o centenário da legalização da Comunidade Israelita de Lisboa", Jorge Martins, (Centro de História Contemporânea do
ISCTE)
domingo, outubro 16, 2011
CONFERÊNCIA: CASTELO BRANCO, DIA 18, 10H
No âmbito do Congresso Internacional "Amato Lusitano, a Memória e o Tempo", que terá lugar nos próximos dias 17 e 18 do corrente mês, proferirei uma conferência subordinada ao título "Castelo Branco nos processos da Inquisição", no dia 18, terça-feira, pelas 10h, no Auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco.
sexta-feira, outubro 14, 2011
Caso Dreyfus português pode ser resolvido 70 anos depois com apoio de Marinho Pinto
13 de Outubro, 2011
Mais de 70 anos depois, o caso do chamado Dreyfus português pode ser finalmente resolvido, agora que a família do capitão Barros Basto vai levar um requerimento à AR para a sua reintegração no exército a título póstumo.
Para o efeito conta com o apoio de instâncias internacionais e do bastonário dos advogados, Marinho Pinto, que já exigiu a reabilitação do capitão cuja sentença considerou uma «ignomínia».
Foi em 1937 que o Conselho Superior de Disciplina do Exército decidiu pela «separação do serviço» o capitão Arthur Carlos Barros Basto por considerar que não possuía «capacidade moral para prestígio da sua função e decoro da sua farda».
Em causa estava a realização de operações de circuncisão a alunos do Instituto Teológico Israelita do Porto, que havia fundado, e a saudação com um beijo dos mesmos alunos, à maneira dos judeus sefarditas de Marrocos.
O processo de 1937 está a neste momento a ser traduzido para inglês a fim de ser endossado à Liga Anti-Difamação e à Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância após o que, e no final do mês de Outubro, a neta de Barros Basto irá dirigir à Assembleia da República um pedido de reintegração do avô, a título póstumo.
Nascido em 1887, Barros Basto, ou Ben-Rosh, apenas se converteu ao judaísmo em 1920 por influência do avô e depois de regressar da I Guerra Mundial.
Porém, e como não conseguiu ser aceite pela sinagoga de Lisboa, teve de se deslocar a Marrocos para se converter.
De regresso ao Porto, lançou-se numa campanha para resgatar outros judeus marranos como ele - descendentes de judeus portugueses e espanhóis que foram obrigados a se converterem ao cristianismo pela imposição da Inquisição - e criou a sinagoga Mekor Chaim do Porto, para além de fundar uma Yeshivá (escola) que funcionou durante nove anos.
«A partir desta altura começou a ter muitas dificuldades» contou à Lusa a neta do capitão, Isabel Lopes.
A sua prática aberta do judaísmo não foi bem vista pelas autoridades da altura (em pleno Estado Novo) que pretendiam suprimir o seu movimento, chegando mesmo a ser «avisado de que iria ter problemas como militar».
Foi então que «começaram a haver denúncias sobre práticas de qualquer coisa menos correcta e aceite pela comunidade» como a circuncisão «que não era ele que fazia, mas sim um médico».
O Conselho Superior de Disciplina do Exército deu porém como provado que Barros Basto «tomava para com os alunos, rapazes de 17 anos e mais, atitudes de interesse e intimidade exageradas, beijando-os e acarinhando-os frequentemente» e «realizava a operação de circuncisão a vários alunos», refere o despacho de 1937.
Barros Basto viria a morrer em 1961 sem conseguir ver o seu nome reabilitado.
Desde então a família tentou, em vão, junto de «variadíssimas pessoas e órgãos» que o capitão fosse reintegrado no exército, por se tratar de um caso de segregação político-religiosa ocorrido «numa época particularmente propícia ao anti-semitismo».
Lusa/SOL
Mais de 70 anos depois, o caso do chamado Dreyfus português pode ser finalmente resolvido, agora que a família do capitão Barros Basto vai levar um requerimento à AR para a sua reintegração no exército a título póstumo.
Para o efeito conta com o apoio de instâncias internacionais e do bastonário dos advogados, Marinho Pinto, que já exigiu a reabilitação do capitão cuja sentença considerou uma «ignomínia».
Foi em 1937 que o Conselho Superior de Disciplina do Exército decidiu pela «separação do serviço» o capitão Arthur Carlos Barros Basto por considerar que não possuía «capacidade moral para prestígio da sua função e decoro da sua farda».
Em causa estava a realização de operações de circuncisão a alunos do Instituto Teológico Israelita do Porto, que havia fundado, e a saudação com um beijo dos mesmos alunos, à maneira dos judeus sefarditas de Marrocos.
O processo de 1937 está a neste momento a ser traduzido para inglês a fim de ser endossado à Liga Anti-Difamação e à Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância após o que, e no final do mês de Outubro, a neta de Barros Basto irá dirigir à Assembleia da República um pedido de reintegração do avô, a título póstumo.
Nascido em 1887, Barros Basto, ou Ben-Rosh, apenas se converteu ao judaísmo em 1920 por influência do avô e depois de regressar da I Guerra Mundial.
Porém, e como não conseguiu ser aceite pela sinagoga de Lisboa, teve de se deslocar a Marrocos para se converter.
De regresso ao Porto, lançou-se numa campanha para resgatar outros judeus marranos como ele - descendentes de judeus portugueses e espanhóis que foram obrigados a se converterem ao cristianismo pela imposição da Inquisição - e criou a sinagoga Mekor Chaim do Porto, para além de fundar uma Yeshivá (escola) que funcionou durante nove anos.
«A partir desta altura começou a ter muitas dificuldades» contou à Lusa a neta do capitão, Isabel Lopes.
A sua prática aberta do judaísmo não foi bem vista pelas autoridades da altura (em pleno Estado Novo) que pretendiam suprimir o seu movimento, chegando mesmo a ser «avisado de que iria ter problemas como militar».
Foi então que «começaram a haver denúncias sobre práticas de qualquer coisa menos correcta e aceite pela comunidade» como a circuncisão «que não era ele que fazia, mas sim um médico».
O Conselho Superior de Disciplina do Exército deu porém como provado que Barros Basto «tomava para com os alunos, rapazes de 17 anos e mais, atitudes de interesse e intimidade exageradas, beijando-os e acarinhando-os frequentemente» e «realizava a operação de circuncisão a vários alunos», refere o despacho de 1937.
Barros Basto viria a morrer em 1961 sem conseguir ver o seu nome reabilitado.
Desde então a família tentou, em vão, junto de «variadíssimas pessoas e órgãos» que o capitão fosse reintegrado no exército, por se tratar de um caso de segregação político-religiosa ocorrido «numa época particularmente propícia ao anti-semitismo».
Lusa/SOL
quarta-feira, julho 13, 2011
FINALMENTE, OS CHUETAS SÃO RECONHECIDOS COMO JUDEUS!
De acordo com o jornal El Pais, os chuetas de Maiorca são reconhecidos como judeus pela autoridade rabínica de Israel. Esperemos que aconteça o mesmo em relação aos marranos portugueses.
quarta-feira, junho 22, 2011
sábado, maio 28, 2011
Casa do Passal classificada como Monumento Nacional
Finalmente!!!!
A 25 de Maio de 2011, após 71 anos dos históricos acontecimentos de Bordeus, a Casa do Passal, onde nasceu e viveu Aristides de Sousa Mendes foi promulgada em Diário da República (Decreto nº 16/2011) como MONUMENTO NACIONAL!
Trata-se de um passo crucial no sentido da dignificação do legado do maior humanista português de todos os tempos, e todos nós estamos de parabéns, pois foi graças a esta causa do Facebook que o Ministério da Cultura se decidiu a dar o passo necessário para consubstanciar a tão almejada classificação do imóvel!
Por isso, agradeço a colaboração de todos!
Cordiais saudações
Francisco Dias
A 25 de Maio de 2011, após 71 anos dos históricos acontecimentos de Bordeus, a Casa do Passal, onde nasceu e viveu Aristides de Sousa Mendes foi promulgada em Diário da República (Decreto nº 16/2011) como MONUMENTO NACIONAL!
Trata-se de um passo crucial no sentido da dignificação do legado do maior humanista português de todos os tempos, e todos nós estamos de parabéns, pois foi graças a esta causa do Facebook que o Ministério da Cultura se decidiu a dar o passo necessário para consubstanciar a tão almejada classificação do imóvel!
Por isso, agradeço a colaboração de todos!
Cordiais saudações
Francisco Dias
sexta-feira, dezembro 24, 2010
CONFERÊNCIA EM SINTRA: 6 DE JANEIRO
Conferência "A República e os Judeus".
Dia 6 de Janeiro, 5ª Feira, às 18.30h
Centro Cultural Olga Cadaval - Sintra
Organização Câmara Municipal de Sintra
Ciclo "A República na História - Gentes, Cidadania e Memória"
Dia 6 de Janeiro, 5ª Feira, às 18.30h
Centro Cultural Olga Cadaval - Sintra
Organização Câmara Municipal de Sintra
Ciclo "A República na História - Gentes, Cidadania e Memória"
terça-feira, novembro 09, 2010
DIA 11: SESSÃO NA BIBLIOTECA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
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