domingo, maio 13, 2012

CONFERÊNCIAS 19 MAIO 2012

1ª: I CONGRESSO ANUAL DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA Reitoria da Universidade Nova de Lisboa Dia 19 Auditório B 09:30 Religião Jorge Martins, Centro de Estudos de História Contemporânea, ISCTE-IUL, “A emancipação dos judeus portugueses: de Pombal à República” 2ª Encontro Internacional TURRES VETERAS XV Judiarias, judeus e Judaísmo Auditório do Edifício Paços do Concelho de Torres Vedras Dia 19 16h.30 – Comunicação "1912-2012: o centenário da legalização da Comunidade Israelita de Lisboa", Jorge Martins, (Centro de História Contemporânea do ISCTE)

PRÓXIMAS CONFERÊNCIAS: 19 MAIO 2012

domingo, outubro 16, 2011

CONFERÊNCIA: CASTELO BRANCO, DIA 18, 10H

No âmbito do Congresso Internacional "Amato Lusitano, a Memória e o Tempo", que terá lugar nos próximos dias 17 e 18 do corrente mês, proferirei uma conferência subordinada ao título "Castelo Branco nos processos da Inquisição", no dia 18, terça-feira, pelas 10h, no Auditório da Biblioteca Municipal de Castelo Branco.

sexta-feira, outubro 14, 2011

Caso Dreyfus português pode ser resolvido 70 anos depois com apoio de Marinho Pinto

13 de Outubro, 2011
Mais de 70 anos depois, o caso do chamado Dreyfus português pode ser finalmente resolvido, agora que a família do capitão Barros Basto vai levar um requerimento à AR para a sua reintegração no exército a título póstumo.

Para o efeito conta com o apoio de instâncias internacionais e do bastonário dos advogados, Marinho Pinto, que já exigiu a reabilitação do capitão cuja sentença considerou uma «ignomínia».

Foi em 1937 que o Conselho Superior de Disciplina do Exército decidiu pela «separação do serviço» o capitão Arthur Carlos Barros Basto por considerar que não possuía «capacidade moral para prestígio da sua função e decoro da sua farda».

Em causa estava a realização de operações de circuncisão a alunos do Instituto Teológico Israelita do Porto, que havia fundado, e a saudação com um beijo dos mesmos alunos, à maneira dos judeus sefarditas de Marrocos.

O processo de 1937 está a neste momento a ser traduzido para inglês a fim de ser endossado à Liga Anti-Difamação e à Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância após o que, e no final do mês de Outubro, a neta de Barros Basto irá dirigir à Assembleia da República um pedido de reintegração do avô, a título póstumo.

Nascido em 1887, Barros Basto, ou Ben-Rosh, apenas se converteu ao judaísmo em 1920 por influência do avô e depois de regressar da I Guerra Mundial.

Porém, e como não conseguiu ser aceite pela sinagoga de Lisboa, teve de se deslocar a Marrocos para se converter.

De regresso ao Porto, lançou-se numa campanha para resgatar outros judeus marranos como ele - descendentes de judeus portugueses e espanhóis que foram obrigados a se converterem ao cristianismo pela imposição da Inquisição - e criou a sinagoga Mekor Chaim do Porto, para além de fundar uma Yeshivá (escola) que funcionou durante nove anos.

«A partir desta altura começou a ter muitas dificuldades» contou à Lusa a neta do capitão, Isabel Lopes.

A sua prática aberta do judaísmo não foi bem vista pelas autoridades da altura (em pleno Estado Novo) que pretendiam suprimir o seu movimento, chegando mesmo a ser «avisado de que iria ter problemas como militar».

Foi então que «começaram a haver denúncias sobre práticas de qualquer coisa menos correcta e aceite pela comunidade» como a circuncisão «que não era ele que fazia, mas sim um médico».

O Conselho Superior de Disciplina do Exército deu porém como provado que Barros Basto «tomava para com os alunos, rapazes de 17 anos e mais, atitudes de interesse e intimidade exageradas, beijando-os e acarinhando-os frequentemente» e «realizava a operação de circuncisão a vários alunos», refere o despacho de 1937.

Barros Basto viria a morrer em 1961 sem conseguir ver o seu nome reabilitado.

Desde então a família tentou, em vão, junto de «variadíssimas pessoas e órgãos» que o capitão fosse reintegrado no exército, por se tratar de um caso de segregação político-religiosa ocorrido «numa época particularmente propícia ao anti-semitismo».

Lusa/SOL

quarta-feira, julho 13, 2011

FINALMENTE, OS CHUETAS SÃO RECONHECIDOS COMO JUDEUS!

De acordo com o jornal El Pais, os chuetas de Maiorca são reconhecidos como judeus pela autoridade rabínica de Israel. Esperemos que aconteça o mesmo em relação aos marranos portugueses.

sábado, maio 28, 2011

Casa do Passal classificada como Monumento Nacional

Finalmente!!!!

A 25 de Maio de 2011, após 71 anos dos históricos acontecimentos de Bordeus, a Casa do Passal, onde nasceu e viveu Aristides de Sousa Mendes foi promulgada em Diário da República (Decreto nº 16/2011) como MONUMENTO NACIONAL!

Trata-se de um passo crucial no sentido da dignificação do legado do maior humanista português de todos os tempos, e todos nós estamos de parabéns, pois foi graças a esta causa do Facebook que o Ministério da Cultura se decidiu a dar o passo necessário para consubstanciar a tão almejada classificação do imóvel!

Por isso, agradeço a colaboração de todos!
Cordiais saudações
Francisco Dias

sexta-feira, dezembro 24, 2010

CONFERÊNCIA EM SINTRA: 6 DE JANEIRO

Conferência "A República e os Judeus".
Dia 6 de Janeiro, 5ª Feira, às 18.30h
Centro Cultural Olga Cadaval - Sintra
Organização Câmara Municipal de Sintra
Ciclo "A República na História - Gentes, Cidadania e Memória"

terça-feira, novembro 09, 2010

DIA 11: SESSÃO NA BIBLIOTECA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA


Realiza-se na próxima 5ª feira, dia 11 de Novembro, uma sessão de lançamento de "A República e os Judeus", na Biblioteca da Assembleia da República, pelas 18.30h.

domingo, outubro 31, 2010

I FESTIVAL DA MEMÓRIA SEFARDITA

Realiza-se entre 1 e 7 de Novembro o I Festival da Memória Sefardita. Estarei presente no dia 4, 5ª feira, para apresentar a comunicação "Os Judeus da Serra da Estrela nos processos da Inquisição". Trata-se do mais importante acontecimento para a recuperação da memória, da cultura e da identidade da nossa matriz judaica nas terras beirãs.

7 DE NOVEMBRO: LANÇAMENTO DE "A REPÚBLICA E OS JUDEUS" NO SABUGAL


No próximo dia 7 de Novembro, pelas 15h, vai realizar-se uma sessão de lançamento de "A República e os Judeus" na Casa do Castelo, com a presença do actor Jorge Sequerra. Para mais informação siga o CAPEIA ARRAIANA.

terça-feira, outubro 26, 2010

ENTREVISTA À ANTENA 1 - PROGRAMA "RÁDIO REPÚBLICA"

Entrevista dada à jornalista Paula Carvalho e transmitida no programa Rádio República no dia 24 de Outubro. Pode ouvir-se entre os minutos 9.30 e 21.06.

domingo, outubro 24, 2010

LANÇAMENTO NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA, 11 DE NOVEMBRO, 18.30H

Não podia deixar de se realizar na Assembleia da República o lançamento de "A República e os Judeus", pois ali se proferiram discursos importantes a favor dos judeus, quando da discussão do projecto de Lar Judaico em Angola.

sábado, outubro 02, 2010

LANÇAMENTO DE "A REPÚBLICA E OS JUDEUS": 19 OUTUBRO, 18.00H, CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA

O lançamento do livro "A República e os Judeus" terá lugar no próximo dia 19 de Outubro, pelas 18.00H, na Câmara Municipal de Lisboa.
A apresentação será feita por Miguel Real, autor do prefácio do livro.
O actor Jorge Sequerra fará a leitura dramatizada de textos da época.

sábado, setembro 11, 2010

BREVE HISTÓRIA DE UMA CAPA


A capa de "A República e os Judeus" teve um percurso curioso. O talentoso artista, Jorge Machado-Dias, que tem feito as capas dos meus livros editados na Vega, resolveu criar um blogue onde expõe o seu processo de criação, exibindo os projectos exploratórios, até chegar à capa final.
A ideia era associar os judeus à República. Assim, a foto escolhida, publicada na revista Ilustração Portuguesa em 1915, mostra o presidente da República Teófilo Braga e o seu secretário particular, o judeu Levy Bensabat (1º à direita).

sexta-feira, setembro 10, 2010

CAPA DE "A REPÚBLICA E OS JUDEUS"


O lançamento do meu próximo livro A REPÚBLICA E OS JUDEUS terá lugar durante a 1ª quinzena de Outubro. O dia, local e hora serão divulgados dentro em breve.

segunda-feira, agosto 30, 2010

"A REPÚBLICA E OS JUDEUS": DO PREFÁCIO DE MIGUEL REAL

Pelos seus livros publicados, nomeadamente os 3 volumes de Portugal e os Judeus (2006) e a Breve História dos Judeus em Portugal (2009), Jorge Martins é hoje, indubitavelmente, o maior historiador português vivo do judaísmo. Não é de admirar, assim, que, em harmonia com as Comemorações do I Centenário da República, ora seja publicado o seu estudo A República e os Judeus (…)
No século XX, especialmente no tempo da I República, são exemplarmente estudados e realçados os casos dos projectos de colonização judaica de Moçambique e de Angola, que teriam mudado radicalmente a face económica e religiosa destas colónias portuguesas, elevando em muito o seu peso estratégico internacional, alterando porventura a totalidade subsequente da história portuguesa deste século (…)
Se, por via da política do confronto directo com as instituições católicas, existe claramente uma “questão religiosa” na I República, não existe, como o estudo de Jorge Martins o prova com clareza, uma “questão religiosa” com as comunidades judaicas portuguesas. Não existe, portanto, uma “questão judaica” na I República.
Um livro de aconselhável leitura no ano do 100º aniversário da implantação da República.
Do prefácio “Purificação da Memória”, Miguel Real

quarta-feira, julho 28, 2010

DA INTRODUÇÃO DE "A REPÚBLICA E OS JUDEUS"

O processo de emancipação dos judeus portugueses foi longo e difícil. Se Pombal manietou a Inquisição no último quartel do século XVIII, os liberais vintistas extirparam-na definitivamente e a República reabilitou e legalizou as comunidades judaicas. A lei da Separação da Igreja e do Estado e a Constituição de 1911 criaram um novo paradigma religioso, que proporcionou ao judaísmo uma verdadeira liberdade de culto, como nunca acontecera em quase oito séculos de existência do Reino. As duas maiores comunidades judaicas foram legalizadas em 1912 (Lisboa) e 1923 (Porto), em plena República. Continuando a tradição liberal de piedade para com o judeu injustamente perseguido pela Inquisição, o republicanismo acolheu bem a Comunidade Israelita de Lisboa e tratou os judeus como seus iguais. Os republicanos no poder não se limitaram a desculpabilizar-se pelos quase três séculos de discriminação, antes chamaram alguns judeus, desde a primeira hora, para colaborarem na obra do novo regime. No lado oposto do projecto republicano, os anti-semitas fizeram tudo o que puderam para denegrir a República. No fundo, o anti-semitismo foi, para os integralistas, essencialmente um pretexto para combater a República. E a República respondeu-lhes com a legalização e a dignificação dos nossos judeus, situação que não mais voltaria a retroceder e se reforçaria após o 25 de Abril de 1974, com a Constituição de 1976 e a Lei da Liberdade Religiosa, de 2001.
Jorge Martins