quarta-feira, maio 30, 2007
AULA DE HOJE, ADIADA PARA A PRÓXIMA SEMANA
A aula sobre os judeus agendada para hoje na Escola Secundária de Mem Martins foi adiada, em consequência de uma boa causa, e deve ter lugar na próxima quarta-feira à mesma hora.
sexta-feira, maio 18, 2007
AULA SOBRE OS JUDEUS EM PORTUGAL - ESCOLA SECUNDÁRIA DE MEM MARTINS, DIA 30 DE MAIO
domingo, maio 06, 2007
CONFERÊNCIA NA FACULDADE DE LETRAS DE LISBOA - 17 DE MAIO, QUINTA-FEIRA, 18.30H.
sexta-feira, abril 20, 2007
CONFERÊNCIA, SINTRA, 5 DE MAIO, 10.00H
domingo, abril 08, 2007
CONVERSA DE CAFÉ NO BLOGUE KONTRASTES
O blogue KØNTRÅSTËS 2.0 está a publicar um conjunto de conversas informais mantidas via e-mail com os mais diversos bloggers©. O objectivo é conhecer um pouco mais do blogger que dá vida ao blogue e abrir uma cortina para o que move cada autor de blogue. O convidado é Jorge Martins, 53 anos, Professor de História, autor do blogue «Portugal e os Judeus». [375]Conversas de Café - cappuccino judaico [conversa 96]
quarta-feira, março 28, 2007
ARTIGO SOBRE "PORTUGAL E OS JUDEUS" NO JL
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
domingo, fevereiro 04, 2007
COLÓQUIO NO TEATRO MUNICIPAL DE ALMADA, DIA 22 DE FEVEREIRO, ÀS 19.00H.
ENTRE O CRAVO E A ESPADA
O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão, a peça de Eric-Emmanuel Schmitt que a companhia espanhola Uróc Teatro apresentará nos dias 23 e 24 de Fevereiro, faz parte de um conjunto de textos desse autor dedicados à relação entre as várias religiões do Mundo. O Senhor Ibrahim... aborda a problemática das relações entre o judaísmo e o Islão. Entre o Cravo e a Espada, esse belo verso de Alberti, serve de mote a este colóquio.
Participantes:
José Monléon (Director do Instituto Internacional de Teatro do Mediterrâneo)
Jorge Martins (Investigador de Cultura Judaica e autor de Portugal e os Judeus)
Juan Margallo (Actor de O Senhor Ibrahim e as Flores do Corão)
CAFETARIA
Fevereiro 22 Qui às 19h00
quinta-feira, janeiro 25, 2007
O CRESCENTE INTERESSE PELA HISTÓRIA DOS JUDEUS


Realizou-se ontem a tertúlia CONVERSAS COM A HISTÓRIA, na FNAC-Chiado (Lisboa), subordinada ao tema "Judeus em Portugal". A sala foi pequena para a numerosa assistência, que se revelou muito interessada na história dos judeus portugueses, constituindo um desafio ao mundo académico no sentido de aprofundar o assunto, que não tem merecido a devida atenção universitária.
A revista "História" e eu próprio agradecemos sinceramente a adesão ao projecto e ao tema. Outras oportunidades surgirão para prosseguirmos o estimulante diálogo que temos mantido desde o lançamento do primeiro volume de Portugal e os Judeus, na Sociedade de Geografia de Lisboa, na FNAC-Colombo, no Santiago Alquimista, no Clube Literário do Porto, na Universidade dos Açores, na FNAC-Chiado. Está agendada nova sessão no Teatro Municipal de Almada, no próximo dia 22 de Fevereiro.
A revista "História" e eu próprio agradecemos sinceramente a adesão ao projecto e ao tema. Outras oportunidades surgirão para prosseguirmos o estimulante diálogo que temos mantido desde o lançamento do primeiro volume de Portugal e os Judeus, na Sociedade de Geografia de Lisboa, na FNAC-Colombo, no Santiago Alquimista, no Clube Literário do Porto, na Universidade dos Açores, na FNAC-Chiado. Está agendada nova sessão no Teatro Municipal de Almada, no próximo dia 22 de Fevereiro.
quarta-feira, janeiro 24, 2007
segunda-feira, janeiro 22, 2007
ENTREVISTA À ANTENA 1 - HOJE, 16.45H


À VOLTA DOS LIVROS
Os Livros na Antena 1
"PORTUGAL E OS JUDEUS" - JORGE MARTINS
Neste Programa: dia 22, às 16.47 e às 22.40h. Dia 23, às 04.20h.
O INVESTIGADOR JORGE MARTINS É O CONVIDADO DE HOJE DE ANA ARANHA...ESTÃO AMBOS "À VOLTA DOS LIVROS", A PROPÓSITO DA OBRA EM TRÊS VOLUMES "PORTUGAL E OS JUDEUS".
--------------------------------------------------------------------------------
De 2ª a 6ª Feira às 04:20, 16:47 e 22:40 com Ana Aranha
segunda-feira, janeiro 08, 2007
ENTREVISTA À REVISTA HISTÓRIA

"A HISTÓRIA (AINDA) INVISÍVEL DOS JUDEUS PORTUGUESES.
Necessitaria de 10 ou 15 volumes a história dos judeus portugueses - afirma Jorge Martins, o autor de Portugal e os Judeus, uma obra em 3 volumes recentemente dada à estampa. Foi muito o caminho desbravado pelo autor que aqui ouvimos em longa entrevista."
Luís Farinha, HISTÓRIA, Nº 93, JANEIRO 2007, pp. 20-25.
Necessitaria de 10 ou 15 volumes a história dos judeus portugueses - afirma Jorge Martins, o autor de Portugal e os Judeus, uma obra em 3 volumes recentemente dada à estampa. Foi muito o caminho desbravado pelo autor que aqui ouvimos em longa entrevista."
Luís Farinha, HISTÓRIA, Nº 93, JANEIRO 2007, pp. 20-25.
sábado, dezembro 16, 2006
segunda-feira, novembro 27, 2006
ÍNDICE DA OBRA "PORTUGAL E OS JUDEUS"
VOLUME 1 (mais informação)
DOS PRIMÓRDIOS DA NACIONALIDADE
À LEGISLAÇÃO POMBALINA
PREFÁCIO: António Carlos Carvalho
INTRODUÇÃO
I PARTE
A HISTORIOGRAFIA SOBRE O JUDAÍSMO PORTUGUÊS
CAP 1 - OS ESTUDOS JUDAICOS EM PORTUGAL
1.1. Memórias judaicas
1.2. Estudos sobre Inquisição e judaísmo
1.3. A descoberta do marranismo
1.4. A historiografia judaica contemporânea
1.5. Debate e pesquisa da questão judaica
Conclusão
Notas
CAP 2 - OS JUDEUS PORTUGUESES: UMA HISTÓRIA INVISÍVEL
2.1. Os judeus nas Histórias de Portugal do século XX
2.2. Os judeus nos actuais manuais escolares de História
Conclusão
Notas
II PARTE
OS JUDEUS EM PORTUGAL ATÉ AO SÉCULO XIX
CAP 1 - DOS PRIMÓRDIOS AO ÉDITO DE EXPULSÃO
1.1. O clima de tolerância até ao século XV
1.2. A influência espanhola na situação dos judeus portugueses
1.3. O Édito de Expulsão e o baptismo forçado
1.4. A diáspora judaica
Conclusão
Notas
CAP 2 - ANTIJUDAÍSMO E FILO-SEMITISMO NOS SÉCULOS XVI A XVIII
2.1. Perseguição inquisitorial e resistência judaica
2.2. A literatura antijudaica até ao século XVIII
2.3. O filo-semitismo nos séculos XVI e XVIII
2.4. A legislação pombalina e a emancipação dos judeus
2.5. Declínio e extinção da Inquisição
Conclusão
Notas
VOLUME 2 (mais informação)
DO RESSURGIMENTO DAS COMUNIDADES JUDAICAS
À PRIMEIRA REPÚBLICA
PREFÁCIO: Esther Mucznik
III PARTE
OS JUDEUS EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX
CAP 1 - A SITUAÇÃO DOS JUDEUS EUROPEUS NO SÉCULO XIX
1.1. A emancipação dos judeus na Europa
1.1.1. A situação dos judeus franceses
1.1.2. O tolerantismo do abade Grégoire
1.1.3. A atribulada emancipação dos judeus franceses
1.1.4. A irradiação emancipadora francesa na Europa
1.2. A emergência do anti-semitismo rácico
1.2.1. As origens do moderno anti-semitismo europeu
1.2.2. O mito da conspiração judaica mundial
1.3. O terramoto Dreyfus
1.4. Anti-semitismo e sionismo
1.4.1. Os precursores do sionismo
1.4.2. Theodor Herzl e o sionismo político
Conclusão
Notas
CAP 2 - O RESSURGIMENTO DO JUDAÍSMO PORTUGUÊS NO SÉCULO XIX
2.1. As comunidades judaicas oitocentistas
2.1.1. A formação da Comunidade Israelita de Lisboa
2.1.2. As comunidades judaicas oitocentistas no resto do país
2.2. O inexpressivo anti-semitismo oitocentista português
2.2.1. A representação do judeu na literatura
2.2.2. Um anti-semitismo inexpressivo
2.3. Portugal e o “affaire Dreyfus”
Conclusão
Notas
VOLUME 3 (mai informação)
JUDAÍSMO E ANTI-SEMITISMO NO SÉCULO XX
PREFÁCIO: Anita Novinsky
IV PARTE
JUDAÍSMO E ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XX
CAP 1 - JUDAÍSMO, MARRANISMO E SIONISMO EM PORTUGAL
1.1. O judaísmo português nas primeiras décadas do século XX
1.1.1. A Comunidade Israelita de Lisboa
1.1.2. A emancipação dos judeus portugueses
1.2. O fenómeno marrano em Portugal
1.2.1. Raízes do marranismo
1.2.2. Samuel Schwarz e a descoberta dos criptojudeus portugueses
1.2.3. Barros Basto e a “Obra do Resgate”
1.2.4. As comunidades marranas do Norte
1.2.5. O mal-estar marrano na obra Os Judeus, de Sanches de Frias
1.3. Projectos sionistas em Portugal
1.3.1. Theodor Herzl e o projecto de colónia judaica em Moçambique
1.3.2. O projecto republicano de colonização judaica de Angola
1.4. Os judeus em Portugal e a “Solução Final”
1.4.1. A acção diplomática filo-semita
1.4.2. O apoio aos refugiados
Conclusão
Notas
CAP 2 - O ANTI-SEMITISMO LUSITANO
2.1. António Sardinha, o paladino do anti-semitismo lusitano
2.1.1. A Biblioteca de António Sardinha
2.1.2. O anti-semitismo na obra de António Sardinha
2.2. Os Protocolos dos Sábios do Sião em Portugal
2.3. Mário Saa: entre o delírio e a inveja
2.4. Paulo de Tarso, o apóstolo da conspiração judaico-maçónica
2.5. Laivos de anti-semitismo na imprensa integralista e nacionalista
2.5.1. A imprensa integralista e o anti-semitismo
2.5.2. Manifestações anti-semitas na imprensa nacionalista
Conclusão
Notas
CONCLUSÃO
FONTES E BIBLIOGRAFIA
CRONOLOGIA
DOS PRIMÓRDIOS DA NACIONALIDADE
À LEGISLAÇÃO POMBALINA
PREFÁCIO: António Carlos Carvalho
INTRODUÇÃO
I PARTE
A HISTORIOGRAFIA SOBRE O JUDAÍSMO PORTUGUÊS
CAP 1 - OS ESTUDOS JUDAICOS EM PORTUGAL
1.1. Memórias judaicas
1.2. Estudos sobre Inquisição e judaísmo
1.3. A descoberta do marranismo
1.4. A historiografia judaica contemporânea
1.5. Debate e pesquisa da questão judaica
Conclusão
Notas
CAP 2 - OS JUDEUS PORTUGUESES: UMA HISTÓRIA INVISÍVEL
2.1. Os judeus nas Histórias de Portugal do século XX
2.2. Os judeus nos actuais manuais escolares de História
Conclusão
Notas
II PARTE
OS JUDEUS EM PORTUGAL ATÉ AO SÉCULO XIX
CAP 1 - DOS PRIMÓRDIOS AO ÉDITO DE EXPULSÃO
1.1. O clima de tolerância até ao século XV
1.2. A influência espanhola na situação dos judeus portugueses
1.3. O Édito de Expulsão e o baptismo forçado
1.4. A diáspora judaica
Conclusão
Notas
CAP 2 - ANTIJUDAÍSMO E FILO-SEMITISMO NOS SÉCULOS XVI A XVIII
2.1. Perseguição inquisitorial e resistência judaica
2.2. A literatura antijudaica até ao século XVIII
2.3. O filo-semitismo nos séculos XVI e XVIII
2.4. A legislação pombalina e a emancipação dos judeus
2.5. Declínio e extinção da Inquisição
Conclusão
Notas
VOLUME 2 (mais informação)
DO RESSURGIMENTO DAS COMUNIDADES JUDAICAS
À PRIMEIRA REPÚBLICA
PREFÁCIO: Esther Mucznik
III PARTE
OS JUDEUS EM PORTUGAL NO SÉCULO XIX
CAP 1 - A SITUAÇÃO DOS JUDEUS EUROPEUS NO SÉCULO XIX
1.1. A emancipação dos judeus na Europa
1.1.1. A situação dos judeus franceses
1.1.2. O tolerantismo do abade Grégoire
1.1.3. A atribulada emancipação dos judeus franceses
1.1.4. A irradiação emancipadora francesa na Europa
1.2. A emergência do anti-semitismo rácico
1.2.1. As origens do moderno anti-semitismo europeu
1.2.2. O mito da conspiração judaica mundial
1.3. O terramoto Dreyfus
1.4. Anti-semitismo e sionismo
1.4.1. Os precursores do sionismo
1.4.2. Theodor Herzl e o sionismo político
Conclusão
Notas
CAP 2 - O RESSURGIMENTO DO JUDAÍSMO PORTUGUÊS NO SÉCULO XIX
2.1. As comunidades judaicas oitocentistas
2.1.1. A formação da Comunidade Israelita de Lisboa
2.1.2. As comunidades judaicas oitocentistas no resto do país
2.2. O inexpressivo anti-semitismo oitocentista português
2.2.1. A representação do judeu na literatura
2.2.2. Um anti-semitismo inexpressivo
2.3. Portugal e o “affaire Dreyfus”
Conclusão
Notas
VOLUME 3 (mai informação)
JUDAÍSMO E ANTI-SEMITISMO NO SÉCULO XX
PREFÁCIO: Anita Novinsky
IV PARTE
JUDAÍSMO E ANTI-SEMITISMO EM PORTUGAL NO SÉCULO XX
CAP 1 - JUDAÍSMO, MARRANISMO E SIONISMO EM PORTUGAL
1.1. O judaísmo português nas primeiras décadas do século XX
1.1.1. A Comunidade Israelita de Lisboa
1.1.2. A emancipação dos judeus portugueses
1.2. O fenómeno marrano em Portugal
1.2.1. Raízes do marranismo
1.2.2. Samuel Schwarz e a descoberta dos criptojudeus portugueses
1.2.3. Barros Basto e a “Obra do Resgate”
1.2.4. As comunidades marranas do Norte
1.2.5. O mal-estar marrano na obra Os Judeus, de Sanches de Frias
1.3. Projectos sionistas em Portugal
1.3.1. Theodor Herzl e o projecto de colónia judaica em Moçambique
1.3.2. O projecto republicano de colonização judaica de Angola
1.4. Os judeus em Portugal e a “Solução Final”
1.4.1. A acção diplomática filo-semita
1.4.2. O apoio aos refugiados
Conclusão
Notas
CAP 2 - O ANTI-SEMITISMO LUSITANO
2.1. António Sardinha, o paladino do anti-semitismo lusitano
2.1.1. A Biblioteca de António Sardinha
2.1.2. O anti-semitismo na obra de António Sardinha
2.2. Os Protocolos dos Sábios do Sião em Portugal
2.3. Mário Saa: entre o delírio e a inveja
2.4. Paulo de Tarso, o apóstolo da conspiração judaico-maçónica
2.5. Laivos de anti-semitismo na imprensa integralista e nacionalista
2.5.1. A imprensa integralista e o anti-semitismo
2.5.2. Manifestações anti-semitas na imprensa nacionalista
Conclusão
Notas
CONCLUSÃO
FONTES E BIBLIOGRAFIA
CRONOLOGIA
segunda-feira, novembro 20, 2006
VENDA ON-LINE DE "PORTUGAL E OS JUDEUS"
Portugal e os Judeus ocupa os primeiros lugares de vendas na livraria on-line LIVROS DE PORTUGAL.
segunda-feira, novembro 13, 2006
JORNAL DIÁRIO - AÇORES
Notícia do JORNAL DIÁRIO dos Açores sobre a conferência da próxima quinta-feira, dia 16, às 18.00h., na Universidade.
sexta-feira, novembro 10, 2006
CONFERÊNCIA NA UNIVERSIDADE DOS AÇORES
Dia 16, conferência: "O anti-semitismo na Literatura Portuguesa (sécs. XV a XX)" na Universidade dos Açores
quinta-feira, novembro 02, 2006
LANÇAMENTO NOS AÇORES - 16 DE NOVEMBRO
Portugal e os Judeus vai ser lançado na Universidade dos Açores, no próximo dia 16 de Novembro. O programa contará com a presença do Reitor e da historiadora Profª Fátima Sequeira Dias, da Universidade dos Açores e com uma conferência do autor sobre literatura anti-semita portuguesa.
quinta-feira, outubro 26, 2006
GUIÃO DA EVOCAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DA EXECUÇÃO DE ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA
LEITURA DRAMATIZADA DO PROCESSO INQUISITORIAL DE ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA
Santiago Alquimista, 18 de Outubro de 2006
Santiago Alquimista, 18 de Outubro de 2006
PADRE PREGADOR
Desgraçados homens! Mas por sua culpa desgraçados, que sempre se perderam por negativos. (Muito alto e poderoso Rei e Senhores nossos) Desgraçados homens! Mas por sua culpa desgraçados, que sempre se perderam por negativos. Parece fatalidade, mas é obstinação e perfídia. Antigamente, negaram a Deus os Israelitas, cansados de esperar por ele; agora, negam a Deus, esperando por outro sem cansar.
Veio, finalmente, ao mundo o Messias tão desejado, satisfez o Filho de Deus às esperanças dos homens, fazendo-se homem; e, quando parecia que os Judeus, cansados de tanto esperar, reconheceriam com grande alvoroço o seu Deus e o seu Messias, tornaram ao costume antigo de negar. Inventou a sua perfídia outro modo de negar a Deus. Negaram e disseram que não era este o Messias, mas outro por quem ainda esperam.
Confesso que à vista de tão indesculpável perfídia, quando me mandaram subir hoje a este lugar para desenganar este povo, pretendi fugir ao preceito, desculpando-me com as palavras de Jeremias em semelhante missão: «Ah, Senhor, que não sei falar neste caso e até me faltam as palavras». Não me foi admitida a escusa, como nem ao Profeta, porque o Sermão era de missão, em que tenho por intuito o pregar.
Aqui venho, pois, por obediência, a desenganar este povo, como antigamente Jeremias na sua missão. Mas que hei-de eu dizer a um povo tão obstinadamente negativo? Propor-lhe-ei a sem razão das suas mesmas negações, dando-lhe nos olhos com a sua maliciosa cegueira, para que, vendo a sua grande culpa, se resolvam a chorá-la. Ouvi, pois, infelizes relíquias do Judaísmo; ouvi, irmãos caríssimos, a quem deveras desejo a salvação; ouvi ponderar e convencer a repetida perfídia de vossas negações, não para vo-las lançar em rosto com desprezo, mas sim, para vo-las fazer confessar com arrependimento, que este é o fim com que o Senhor, pelo nosso Profeta, exagera tanto esta grande prevaricação de o haverdes negado.
Para vencer um gentio, deve fazer-se o tiro à cabeça: a razão que lhe pregámos ao entendimento é a pedra que se lhe prega na testa... Mas, para vencer um Judeu infiel, que sendo filho amado, quis ser traidor e inimigo, não à cabeça principalmente, mas ao peito se deve fazer o tiro, não com uma só, mas com muitas lanças se lhe deve tocar e penetrar o coração... para ver se deste modo se rompe o denso véu da sua obstinação e a densa nuvem da sua dureza.
O fogo do inferno em que irão cair se se não emendarem... Oh que poderosas três lanças, para que temendo ser trespassados delas, emendem as suas três negações, com que vos tem ofendido, negando vossa Divindade, negando vossa Vinda e negando vossa Pessoa!
Este tanto temor, e só este tanto temor, quisera eu, irmãos caríssimos, que vos movesse os corações a vos desdizer dos vossos erros e abraçar de todo o coração as verdades católicas. Nem outra cousa intenta este Santo Tribunal.
INQUISIDOR-MOR (para António)
António José da Silva, levantai-vos! (António levanta-se) Sois acusado de judaizar, juntamente com vossa mãe e outros familiares. Confessais vossas culpas?
ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA
Que delito fiz eu para que sinta o peso desta aspérrima cadeia nos horrores de um cárcere penoso? (para o Inquisidor-Mor) Não sei que confessar. Não conheço as culpas deque este tribunal me acusa…
INQUISIDOR-MOR Tragam-me a testemunha de acusação! (entra Leonor Gomes, a escrava denunciante)
Contai a este tribunal vossas denunciações de António.
LEONOR GOMES
O que se passou foi o que segue. Estavam todos juntos, António José, sua mãe, sua tia, seu irmão e sua cunhada, num sábado, a comemorar o Yom Kipur, o “Dia Grande” dos pertinazes judeus. Eu vi-os com estes olhos que a terra há-de comer!...
INQUISIDOR-MOR
Mas, tendes a certeza de que António José da Silva judaizava em casa com a família?
LEONOR GOMES
(Hesitante) Certeza, certeza… não!... (convictamente) Mas, que estaria ele a fazer, reunido em família, justamente no dia mais importante para os cães judeus?
INQUISIDOR-MOR
Não estais certa?!... (bruscamente) Levai-a para as masmorras dos Estaus! (levam-na)
(para António) Em nome de Cristo Nosso Senhor, confessai toda a verdade, para merecerdes a misericórdia deste Santo Tribunal.
ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA
Como hei-de confessar as culpas que não tenho?...
INQUISIDOR-MOR
(Irado) Metei-o a tormento!
(o carrasco arrasta António para junto do polé, o instrumento de tortura)
INQUISIDOR-MOR
Pelo lugar em que estais e instrumentos que nele vedes, podeis entender qual é a diligência que convosco está mandada fazer, pelo que e para o poderdes escusar, vos tornamos a admoestar, com muita caridade da parte de Cristo Nosso Senhor queirais confessar vossas culpas, para com isso alcançardes a misericórdia que nesta mesa se dá aos bons e verdadeiros confitentes.
ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA
Nada mais tenho a confessar, senão meus pecados a Deus no Dia do Juízo Final.
INQUISIDOR-MOR
(Para o público) Se o réu, no tratamento, morrer ou quebrar algum membro ou perder algum sentido, a culpa será sua, pois voluntariamente se expõe a este perigo, que pode evitar confessando suas culpas, e não será dos ministros do Santo Ofício que, fazendo justiça segundo os merecimentos de sua causa, o julgam a tormento.
(António é içado, ficando suspenso pelos braços)
INQUISIDOR-MOR
Em nome de Cristo Nosso Senhor, rogamos que confesseis vossas culpas, para assim alcançardes a misericórdia deste Santo Tribunal.
ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA
(Gemendo descontroladamente) Que quereis que confesse?... Eu confesso tudo o quiserdes!... Mas, por favor, parai com o tormento!...
INQUISIDOR-MOR
Para o carrasco) Parai o tormento!
ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA
(Olhando para cima) Oh Deus, se sois justo, como castigas tão tiranamente este mísero inocente?!
INQUISIDOR-MOR
(Proclamando a sentença) O réu, António José da Silva, comediógrafo desta Corte, acusado de convicto, negativo e relapso, vai condenado à pena de relaxado em carne, pelo que será subido a um mastro alto, aonde morrerá morte natural de garrote, e depois seu corpo será queimado e feito por fogo em pó e suas cinzas lançadas ao mar, para que dele não haja memória.
(António é queimado na fogueira)
PADRE PREGADOR
E no fogo com que ameaça os teimosos obstinados, lhes lembra o maior, e sem comparação maior e mais voraz incêndio do inferno a que vos conduz a sua teima. Não faz agora mais o Santo Tribunal da Fé que lembrar-vos outra vara com a sua vara... Outra vigia com a sua vigia... E outro fogo com o seu fogo... Para ver se o temor destas lanças com que a Justiça Divina vos ameaça, vos penetra agora os corações de forte, que, por uma vez, com verdadeiro e não fingido arrependimento se rendam e confessem em repetidas confissões que o Messias é Deus, já tem vindo e que é o nosso amabilíssimo Jesus, que morreu naquela Cruz por nos salvar.
E vós, a quem a vossa desgraça reduziu à extrema miséria em que vos vejo relaxada à justiça secular, vos lembro, que com tempo abrais os olhos ao desengano. Em breves horas vos vereis em outro Tribunal do Juízo Divino muito mais circunspecto e severo do em que ao presente estais.
(Os convidados são forçados a colocar na fogueira os livros (ou imagens), enquanto o padre secular lê nomes de intelectuais vitimados pela Inquisição)
PADRE PREGADOR
(Lê a lista de nomes)
quinta-feira, outubro 19, 2006
FOTOS DO LANÇAMENTO DO 3º VOLUME NO SANTIAGO ALQUIMISTA EM LISBOA
Um frade anuncia a realização do auto-de-fé

Adolfo Gutkin abre a sessão

Adolfo Gutkin homenageia Bernardo Santareno

O 1º carrasco lê nomes de vítimas da Inquisição

O 2º carrasco lê nomes de vítimas da Inquisição

O 1º inquisidor deposita na fogueira biografias de vítimas da Inquisição

O 2º inquisidor deposita na fogueira biografias de vítimas da Inquisição

O padre pregador profere um sermão aos judeus condenados à fogueira

António José da Silva é interrogado pelo Inquisidor-Mor

A testemunha de acusação denuncia António José da Silva

O Inquisidor-Mor admoesta António José da Silva para que confesse que judaizou com a família

António José da Silva é torturado no polé

O livro "O Judeu", de Bernardo Santareno, é lançado na fogueira

António José da Silva é queimado simbolicamente através das páginas de "O Judeu"

O padre pregador conclui o seu sermão, enquanto António José
da Silva arde na fogueira
da Silva arde na fogueira

Ardem na fogueira as vítimas do Santo Ofício

Os actores agradecem os aplausos do público

Intervenção do Dr. Assírio Bacelar, editor da Nova Vega

O Dr. António Carlos Carvalho apresenta o livro

Intervenção final do autor
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